contato@medig.com.br
(11) 666-6666
Institucional
Telerradiologia
Gestão
Ensino
Casos Clínicos
Especialistas
Notícias
Contato
Abril 2019 (RM Cardíaca)
Ver Diagnóstico

Diagnóstico

Miocardite.

Discussão

As miocardites são definidas clinicamente como inflamações do músculo cardíaco, podendo envolver os miócitos, o interstício, estruturas vasculares e/ou o pericárdio.
É uma doença com quadro clínico bastante variado, incluindo pacientes assintomáticos e pacientes com sinais e sintomas de insuficiência cardíaca e grave disfunção ventricular, podendo ser uni ou bilateral, com ou sem dilatação cardíaca.
Estudos realizados em necropsias mostram que a miocardite se encontra presente em até 15% de adultos jovens que sofreram morte súbita.
A condição apresenta diversas causas, sendo as infecciosas as mais comuns, dentre estas a de etiologia viral é a predominante. Outras causas como isquemia, doenças autoimunes e trauma também são importantes agentes causadores.
O diagnóstico se dá através da combinação de quadro clínico, exames laboratoriais e de imagem.
O ECG e os biomarcadores são métodos de triagem e mais utilizados no âmbito da emergência com achados poucos sensíveis e específicos, porém a elevação de troponina corrobora com um pior prognóstico.
A biópsia possui grande valor diagnóstico com alta sensibilidade e especificidade, porém sua indicação limita-se a casos severos de falência cardíaca pelo risco de complicações.
Dentre os métodos de imagem, o ecocardiograma traz importantes informações sobre a morfologia e o funcionamento cardíaco, entretanto em pacientes com quadro inicial, os achados não são específicos e muitas vezes o exame não apresenta alterações.
A medicina nuclear enfrenta as mesmas dificuldades que o método ecográfico, além de utilizar radiação e trazer uma menor resolução espacial.
A ressonância magnética cardíaca é a ferramenta de escolha quando disponível nos centros, e seu uso vêm crescendo na avaliação e diagnóstico desta patologia devido a ser um método não invasivo com boa acurácia e ótima resolução anatômica, além de trazer informações diagnósticas em um estagio inicial da doença quando comparada com os outros métodos.
Achados da ressonância magnética incluem: 
Anormalidades funcionais e morfológicas, identificação de derrame pericárdico, que apesar de inespecífico sugere um quadro inflamatório. É possível diferenciar ainda áreas de edema (reversíveis), que apresentam impregnação pelo contraste gadolínio de forma precoce, de outras áreas de necrose/fibrose (irreversíveis) com realce tardio do agente paramagnético na sequência T1 pós-contraste.
Foi-se estabelecido critérios imaginológicos para a avaliação de miocardite onde avaliamos mais notadamente:
- Edema miocárdico, caracterizado por um alto sinal na sequência T2 3IR.
- Hiperemia, caracterizado por um realce precoce patológico na sequência de realce dinâmico em repouso.
- Fibrose miocárdica, de padrão não isquêmico, geralmente mesocárdica.
- Disfunção ventricular, com queda da fração de ejeção.
- Achados associados como o derrame pericárdico.

Achados de imagem

FIGURA 1: Corte 4 câmaras na sequência black-blood ponderada em T2 3IR mostrando hipersinal no miocárdio, compatível com edema.

FIGURA 2: Sequência eixo curto de realce dinâmico em repouso demonstrando realce septal precoce patológico, caracterizando hiperemia.

FIGURA 3: Sequencia PSIR no eixo curto evidenciando área de realce tardio predominantemente subepicárdico, de padrão não isquêmico.

Autores

Dr Gustavo Cabrera Melges e Omar Ibraim Saleh.

Referência Bibliográfica

J Am Coll Cardiol. 2009 April 28; 53(17): 1475?1487. doi:10.1016/j.jacc.2009.02.007. 
Cardiovascular Magnetic Resonance in Myocarditis: A JACC White Paper Matthias G. Friedrich, MD, Udo Sechtem, MD, Jeanette Schulz-Menger, MD, Godtfred Holmvang, MD, Pauline Alakija, MD, Leslie T. Cooper6, James A. White, MD, Hassan Abdel-Aty, MD, Matthias Gutberlet, MD, Sanjay Prasad, MD, Anthony Aletras, PhD10, Jean-Pierre Laissy, MD, Ian Paterson, MD, Neil G. Filipchuk, MD, Andreas Kumar, MD, Matthias Pauschinger, MD, and Peter Liu, MD for the International Consensus Group on Cardiovascular MR in Myocarditis 

Caso Clínico do Mês
Casos Clínicos
?
?
Abril 2019 (RM Cardíaca)
BKS, masculino, 30 anos, dor precordial com biomarcadores elevados e cateterismo sem alterações coronárias.
Março 2019 (abdome)
CB, masculino, 49 anos com dor abdominal difusa.
Fevereiro 2019 (abdome)
Paciente sexo feminino, 78 anos, dor abdominal de forte intensidade em região de FIE, náusea, vômito e febre há 3 dias, acompanhado de DB+ na FIE.
Janeiro 2019 (Abdome)
Paciente do sexo feminino, 31 anos, assintomática, investigação de nódulo hepático visualizado em exame de US.
Dezembro 2018 (Abdome)
Mulher, 22 anos, com queixa de dor abdominal e febre. Antecedentes pessoais: Pós operatório tardio de trauma no joelho há 3 meses e diabetes melitus tipo 1
Novembro 2018 (Neuro)
LVS, sexo masculino, 2 anos e 9 meses. Nasceu com 41 semanas de parto cesárea. Apresentou 2 episódios convulsivos nos últimos dois meses e atraso na fala.
Outubro 2018 (Radiologia Abdominal e Intervencionista)
Paciente do sexo feminino, 55 anos, com dor lombar à esquerda há 5 horas, náusea, vômito e abaulamento em flanco. Ao exame físico apresentava-se descorada e taquicárdica, com giordano positivo.
Setembro 2018 (Cabeça e Pescoço)
Feminino, 48 anos, abaulamento cervical do lado esquerda.
Agosto 2018 (Tórax)
Feminino, 54 anos, dispneia aos médios esforços e fraqueza em membros.
Julho 2018 (Cabeça e Pescoço)
Paciente de 5 meses, masc., com adenomegalia à direita
Junho 2018 (Abdome)
Paciente 89 anos, apresentando vômitos, distensão e dor abdominal há 2 dias.
Maio 2018 (abdome)
Paciente do sexo feminino, 19 anos, com dor lombar à esquerda há 4 dias e hematúria.
Abril 2018 (Neuro)
Paciente do sexo feminino, 43 anos, apresentando queixa de cefaleia há quatro dias.
Março 2018 (Tórax)
O primeiro paciente do sexo masculino, 61 anos, iniciou com tosse produtiva e dispneia aos médios esforços. Tabagista de 10 anos-maço, sem outras particularidades; Ao exame físico apresentava ausculta pulmonar com murmúrio vesicular diminuído e estertores creptantes a direita; Hemograma com leucocitose e desvio a esquerda.
Fevereiro 2018 (Tórax)
Paciente do sexo masculino, com 87 anos e dispneico.
Janeiro 2018 (Neuro)
Sexo feminino, 47 anos. Exame realizado 10 dias após parada cárdio-respiratória.
Dezembro 2017 (Coluna)
Paciente do sexo feminino, 25 anos, com história de trauma em piscina há um mês evoluindo com dor cervical e paresia de membros superiores.
Novembro 2017 (Neuro)
Paciente do sexo feminino, 54 anos, internada com hipernatremia e em coma há 40 dias (Glasgow 5)
Outubro 2017 (Abdome)
Paciente do sexo feminino, 5 dias de vida, apresentando vômitos e com suspeita de estenose hipertrófica do piloro.
Setembro 2017 (Tórax)
Caso cedido pelo grupo de tórax da residência. - Paciente do sexo feminino, 34 anos. - História de tosse crônica e dispneia.
Agosto 2017 (Abdome)
Feminino, 30 anos. Dor abdominal e febre.
Julho 2017 (Coluna)
Masculino, 14 anos. Fraqueza, distúrbios da marcha e incontinência urinária.
Junho 2017 (Neuro)
Paciente masculino, 64 anos, admitido no Hospital com suspeita de acidente vascular cerebral. Realizada Ressonância Magnética (RM) do encéfalo que identificou infarto mesencefálico à esquerda, sem outros achados no momento do exame. Após 2 anos paciente retorna ao serviço com sintomas parkinsonianos, tremores e alterações distônicas. Realizada nova RM do encéfalo.
?
?
Abril 2019 (RM Cardíaca)
BKS, masculino, 30 anos, dor precordial com biomarcadores elevados e cateterismo sem alterações coronárias.
Março 2019 (abdome)
CB, masculino, 49 anos com dor abdominal difusa.
Fevereiro 2019 (abdome)
Paciente sexo feminino, 78 anos, dor abdominal de forte intensidade em região de FIE, náusea, vômito e febre há 3 dias, acompanhado de DB+ na FIE.
Janeiro 2019 (Abdome)
Paciente do sexo feminino, 31 anos, assintomática, investigação de nódulo hepático visualizado em exame de US.
Dezembro 2018 (Abdome)
Mulher, 22 anos, com queixa de dor abdominal e febre. Antecedentes pessoais: Pós operatório tardio de trauma no joelho há 3 meses e diabetes melitus tipo 1
Novembro 2018 (Neuro)
LVS, sexo masculino, 2 anos e 9 meses. Nasceu com 41 semanas de parto cesárea. Apresentou 2 episódios convulsivos nos últimos dois meses e atraso na fala.
Outubro 2018 (Radiologia Abdominal e Intervencionista)
Paciente do sexo feminino, 55 anos, com dor lombar à esquerda há 5 horas, náusea, vômito e abaulamento em flanco. Ao exame físico apresentava-se descorada e taquicárdica, com giordano positivo.
Setembro 2018 (Cabeça e Pescoço)
Feminino, 48 anos, abaulamento cervical do lado esquerda.
Agosto 2018 (Tórax)
Feminino, 54 anos, dispneia aos médios esforços e fraqueza em membros.
Julho 2018 (Cabeça e Pescoço)
Paciente de 5 meses, masc., com adenomegalia à direita
Junho 2018 (Abdome)
Paciente 89 anos, apresentando vômitos, distensão e dor abdominal há 2 dias.
Maio 2018 (abdome)
Paciente do sexo feminino, 19 anos, com dor lombar à esquerda há 4 dias e hematúria.
Abril 2018 (Neuro)
Paciente do sexo feminino, 43 anos, apresentando queixa de cefaleia há quatro dias.
Março 2018 (Tórax)
O primeiro paciente do sexo masculino, 61 anos, iniciou com tosse produtiva e dispneia aos médios esforços. Tabagista de 10 anos-maço, sem outras particularidades; Ao exame físico apresentava ausculta pulmonar com murmúrio vesicular diminuído e estertores creptantes a direita; Hemograma com leucocitose e desvio a esquerda.
Fevereiro 2018 (Tórax)
Paciente do sexo masculino, com 87 anos e dispneico.
Janeiro 2018 (Neuro)
Sexo feminino, 47 anos. Exame realizado 10 dias após parada cárdio-respiratória.
Dezembro 2017 (Coluna)
Paciente do sexo feminino, 25 anos, com história de trauma em piscina há um mês evoluindo com dor cervical e paresia de membros superiores.
Novembro 2017 (Neuro)
Paciente do sexo feminino, 54 anos, internada com hipernatremia e em coma há 40 dias (Glasgow 5)
Outubro 2017 (Abdome)
Paciente do sexo feminino, 5 dias de vida, apresentando vômitos e com suspeita de estenose hipertrófica do piloro.
Setembro 2017 (Tórax)
Caso cedido pelo grupo de tórax da residência. - Paciente do sexo feminino, 34 anos. - História de tosse crônica e dispneia.
Agosto 2017 (Abdome)
Feminino, 30 anos. Dor abdominal e febre.
Julho 2017 (Coluna)
Masculino, 14 anos. Fraqueza, distúrbios da marcha e incontinência urinária.
Junho 2017 (Neuro)
Paciente masculino, 64 anos, admitido no Hospital com suspeita de acidente vascular cerebral. Realizada Ressonância Magnética (RM) do encéfalo que identificou infarto mesencefálico à esquerda, sem outros achados no momento do exame. Após 2 anos paciente retorna ao serviço com sintomas parkinsonianos, tremores e alterações distônicas. Realizada nova RM do encéfalo.
A Medig é formada por uma equipe de especialistas e profissionais atuantes e reconhecidos em um importante centro de excelência médica, na cidade de Ribeirão Preto, estado de São Paulo.
(11) 2626-2626
contato@medig.com.br
Av. Costábile Romano, 802
Ribeirânia - Ribeirão Preto, SP
Copyright © 2018 Medig.
Todos os direitos reservados.
Soluções e ensino em diagnóstico por imagem.
Entre em Contato
Faça sua Inscrição