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Agosto 2018 (Tórax)
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Diagnóstico

Timoma

Discussão

As neoplasias tímicas são tumores raros que representam menos de 1% de todas as neoplasias em adultos, com incidências relatadas de 1 a 5 casos por 1 milhão de pessoas por ano. As neoplasias epiteliais primárias do timo são o timoma e o carcinoma tímico, sendo o timoma mais comum, geralmente ocorrem em pacientes com mais de 40 anos de idade, são raros em crianças e afetam igualmente homens e mulheres, estas lesões tem sido cada vez mais diagnosticadas em pacientes assintomáticos devido aumento do uso de tomografia computadorizada do tórax.
Os sintomas (quando presentes) geralmente estão relacionados aos efeitos locais da neoplasia, incluindo compressão e invasão de estruturas adjacentes, e podem se manifestar como disfagia, paralisia do diafragma ou síndrome da veia cava superior. Cerca de um terço dos pacientes com timoma tem dor no peito, dispneia ou tosse. Queixas sistêmicas e síndromes paraneoplásicas são tipicamente devidas à secreção de hormônios, anticorpos ou citocinas pelo tumor. A miastenia grave associada ao timoma ocorre com maior frequência em mulheres. Entre 30% e 50% dos pacientes com timoma têm miastenia gravis, enquanto 10-15% dos pacientes com miastenia grave têm timoma. Os pacientes com timoma podem apresentar ainda hipogamaglobulinemia, com aplasia pura da série vermelha. 
A maioria dos timomas se apresenta na tomografia de tórax como formações expansivas, com densidade de partes moles em topografia do mediastino pré-vascular. Aproximadamente 1/3 exibe necrose, hemorragia ou componentes císticos, podendo ainda apresentar invasão de estruturas adjacentes. Quando os timomas se apresentam com contornos lobulados e irregulares, necrose central, cistos, calcificação multiforme, infiltração da gordura pericárdica e são maiores que 7 cm são preditores para malignidade como timoma invasivo ou timo-sarcoma.
O exame de ressonância possui uma acurácia maior quando se trata de diferenciar presença de líquidos e água ligados à gordura do que a tomografia computadorizada, por este motivo utilizamos a sequência ?chemical shift?. Esta sequência possibilita diferenciarmos hiperplasia tímica e timo rebote de linfoma e timoma com bastante propriedade. Seria um desafio diferenciar estas lesões apenas analisando a morfologia. A hiperplasia tímica e timo rebote possuem os componetes celulares preservados, notando-se queda de sinal na sequência out phase (fora de fase). Já o timoma e o linfoma tímico não tem esta apresentação, logo mantêm a intensidade de sinal na sequência fora de fase.

Diagnóstico diferencial

O diagnóstico diferencial de tumores do mediastino anterior inclui outras malignidades tímicas primárias (por exemplo, carcinoma tímico, tumor carcinoide tímico), tumores não-timíticos (por exemplo, linfoma, tumor de células germinativas, câncer de pulmão de pequenas células), metástase mediastinal, tumores germinativos como teratoma maduro. Embora o timoma seja um tumor raro, é a neoplasia primária mais comum do mediastino anterior. A imagem desempenha um papel essencial no diagnóstico, estadiamento e acompanhamento do timoma, e a TC é a modalidade de imagem transversal de escolha. Estágio tumoral e extensão da ressecção são os fatores prognósticos mais importantes. Os tumores com resultado favorável são aqueles que são encapsulados e passíveis de ressecção completa. Tumores invasivos e irressecáveis têm um mau prognóstico, independentemente de suas características histológicas. Os radiologistas devem estar familiarizados com as características de imagem do timoma em estágio avançado para ajudarem no seguimento e tratamento desta afecção.

Referências


Marcelo F. K. Benveniste, Melissa L. Rosado-de-Christenson, Bradley S. Sabloff, Role of Imaging in the Diagnosis, Staging, and Treatment of Thymoma. Radiographics, 2011. Vol 31, 1847?1861.
Tsutomu Inaoka, Koji Takahashi, Masayuki Mineta, Tomonori Yamada; Thymic Hyperplasia and Thymus Gland Tumors: Differentiation with Chemical Shift MR Imaging; Radiographics, 2007; vol. 243.

Autores


Francisco Bermal Caparroz Neto; Marcus Vinicius Valentin.

Caso Clínico do Mês
Casos Clínicos
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Agosto 2018 (Tórax)
Feminino, 54 anos, dispneia aos médios esforços e fraqueza em membros.
Dezembro 2017 (Coluna)
Paciente do sexo feminino, 25 anos, com história de trauma em piscina há um mês evoluindo com dor cervical e paresia de membros superiores.
Janeiro 2018 (Neuro)
Sexo feminino, 47 anos. Exame realizado 10 dias após parada cárdio-respiratória.
Fevereiro 2018 (Tórax)
Paciente do sexo masculino, com 87 anos e dispneico.
Março 2018 (Tórax)
O primeiro paciente do sexo masculino, 61 anos, iniciou com tosse produtiva e dispneia aos médios esforços. Tabagista de 10 anos-maço, sem outras particularidades; Ao exame físico apresentava ausculta pulmonar com murmúrio vesicular diminuído e estertores creptantes a direita; Hemograma com leucocitose e desvio a esquerda.
Maio 2018 (abdome)
Paciente do sexo feminino, 19 anos, com dor lombar à esquerda há 4 dias e hematúria.
Junho 2018 (Abdome)
Paciente 89 anos, apresentando vômitos, distensão e dor abdominal há 2 dias.
Abril 2018 (Neuro)
Paciente do sexo feminino, 43 anos, apresentando queixa de cefaleia há quatro dias.
Julho 2018 (Cabeça e Pescoço)
Paciente de 5 meses, masc., com adenomegalia à direita
Setembro 2018 (Cabeça e Pescoço)
Feminino, 48 anos, abaulamento cervical do lado esquerda.
Outubro 2018 (Radiologia Abdominal e Intervencionista)
Paciente do sexo feminino, 55 anos, com dor lombar à esquerda há 5 horas, náusea, vômito e abaulamento em flanco. Ao exame físico apresentava-se descorada e taquicárdica, com giordano positivo.
Novembro 2018 (Neuro)
LVS, sexo masculino, 2 anos e 9 meses. Nasceu com 41 semanas de parto cesárea. Apresentou 2 episódios convulsivos nos últimos dois meses e atraso na fala.
Janeiro 2019 (Abdome)
Paciente do sexo feminino, 31 anos, assintomática, investigação de nódulo hepático visualizado em exame de US.
Abril 2019 (RM Cardíaca)
BKS, masculino, 30 anos, dor precordial com biomarcadores elevados e cateterismo sem alterações coronárias.
Março 2019 (abdome)
CB, masculino, 49 anos com dor abdominal difusa.
Fevereiro 2019 (abdome)
Paciente sexo feminino, 78 anos, dor abdominal de forte intensidade em região de FIE, náusea, vômito e febre há 3 dias, acompanhado de DB+ na FIE.
Dezembro 2018 (Abdome)
Mulher, 22 anos, com queixa de dor abdominal e febre. Antecedentes pessoais: Pós operatório tardio de trauma no joelho há 3 meses e diabetes melitus tipo 1
Novembro 2017 (Neuro)
Paciente do sexo feminino, 54 anos, internada com hipernatremia e em coma há 40 dias (Glasgow 5)
Setembro 2017 (Tórax)
Caso cedido pelo grupo de tórax da residência. - Paciente do sexo feminino, 34 anos. - História de tosse crônica e dispneia.
Outubro 2017 (Abdome)
Paciente do sexo feminino, 5 dias de vida, apresentando vômitos e com suspeita de estenose hipertrófica do piloro.
Julho 2017 (Coluna)
Masculino, 14 anos. Fraqueza, distúrbios da marcha e incontinência urinária.
Junho 2017 (Neuro)
Paciente masculino, 64 anos, admitido no Hospital com suspeita de acidente vascular cerebral. Realizada Ressonância Magnética (RM) do encéfalo que identificou infarto mesencefálico à esquerda, sem outros achados no momento do exame. Após 2 anos paciente retorna ao serviço com sintomas parkinsonianos, tremores e alterações distônicas. Realizada nova RM do encéfalo.
Agosto 2017 (Abdome)
Feminino, 30 anos. Dor abdominal e febre.
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Sexo feminino, 47 anos. Exame realizado 10 dias após parada cárdio-respiratória.
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Paciente do sexo masculino, com 87 anos e dispneico.
Março 2018 (Tórax)
O primeiro paciente do sexo masculino, 61 anos, iniciou com tosse produtiva e dispneia aos médios esforços. Tabagista de 10 anos-maço, sem outras particularidades; Ao exame físico apresentava ausculta pulmonar com murmúrio vesicular diminuído e estertores creptantes a direita; Hemograma com leucocitose e desvio a esquerda.
Maio 2018 (abdome)
Paciente do sexo feminino, 19 anos, com dor lombar à esquerda há 4 dias e hematúria.
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Paciente 89 anos, apresentando vômitos, distensão e dor abdominal há 2 dias.
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Paciente de 5 meses, masc., com adenomegalia à direita
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Paciente do sexo feminino, 55 anos, com dor lombar à esquerda há 5 horas, náusea, vômito e abaulamento em flanco. Ao exame físico apresentava-se descorada e taquicárdica, com giordano positivo.
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BKS, masculino, 30 anos, dor precordial com biomarcadores elevados e cateterismo sem alterações coronárias.
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Paciente sexo feminino, 78 anos, dor abdominal de forte intensidade em região de FIE, náusea, vômito e febre há 3 dias, acompanhado de DB+ na FIE.
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Mulher, 22 anos, com queixa de dor abdominal e febre. Antecedentes pessoais: Pós operatório tardio de trauma no joelho há 3 meses e diabetes melitus tipo 1
Novembro 2017 (Neuro)
Paciente do sexo feminino, 54 anos, internada com hipernatremia e em coma há 40 dias (Glasgow 5)
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Paciente masculino, 64 anos, admitido no Hospital com suspeita de acidente vascular cerebral. Realizada Ressonância Magnética (RM) do encéfalo que identificou infarto mesencefálico à esquerda, sem outros achados no momento do exame. Após 2 anos paciente retorna ao serviço com sintomas parkinsonianos, tremores e alterações distônicas. Realizada nova RM do encéfalo.
Agosto 2017 (Abdome)
Feminino, 30 anos. Dor abdominal e febre.
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