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Dezembro 2019 (cabeça e pescoço)
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Diagnóstico

Abcesso retrofaríngeo

Discussão

O abscesso retrofaríngeo é uma infecção potencialmente fatal que envolve o espaço retrofaríngeo que requer diagnóstico imediato e terapia agressiva.

Os abscessos retrofaríngeos são mais encontrados em crianças, com 75% dos casos ocorrendo antes dos 5 anos de idade e frequentemente no primeiro ano de vida. Provavelmente, isso se deve à combinação de tecido nodal retrofaríngeo proeminente e à frequência de infecções do ouvido médio e nasofaríngeas.

Pensa-se que os abscessos retrofaríngeos resultem como uma complicação de uma infecção primária em outras partes da cabeça e pescoço, incluindo a nasofaringe, seios paranasais ou orelha média, que por sua vez drenam a linfa para os linfonodos retrofaríngeos. Outras fontes potenciais incluem infecções da cavidade oral e da orofaringe, discite / osteomielite e trauma penetrante.

A supuração desses nódulos leva a uma extensão da infecção para os tecidos circundantes, que são delimitados pelos planos faciais, resultando em um potencial livre de disseminação craniocaudal da base do crânio para o mediastino.

Os agentes causadores são variáveis e incluem:

Estreptococos do grupo A, S. aureus, H. influenzae, organismos anaeróbicos, p. Bacteroides, Peptostreptococcus e Fusobacterium, M. tuberculosis.

O tratamento é semelhante, em princípio, ao de outras coleções infectadas que geralmente requerem drenagem cirúrgica e antibióticos intravenosos.

Achados de imagem

Radiografia simples

As radiografias, que têm a vantagem de serem obtidas com o paciente sentado, demonstram inchaço dos tecidos moles posterior à faringe, com aumento da faixa pré-vertebral de tecidos moles. Essa aparência não pode ser distinguida de um abscesso pré-vertebral, e é importante uma avaliação cuidadosa dos corpos vertebrais e dos espaços em disco.

CT

A TC é excelente na avaliação do pescoço e é capaz de fazê-lo em um curto espaço de tempo, que é um fator importante na geração de imagens de pacientes com possível estreitamento das vias aéreas. As varreduras devem ser obtidas com contraste para permitir a diferenciação das coleções de fluidos do espessamento flegmonoso.

É importante observar, no entanto, que a TC tem uma taxa não insignificante de falso positivo (10%) e falso negativo (13%) em relação à detecção de pus, e, como tal, a exploração cirúrgica pode precisar ser realizada com base em apresentação clínica.

É importante diferenciar abscesso retrofaríngeo e edema retrofaríngeo. O abscesso verdadeiro geralmente possui uma borda de realce periférico com uma coleção hipodensa central, expansão do espaço retrofaríngeo e pode conter gás.

Ressonância magnética

A ressonância magnética tem resolução de contraste superior à tomografia computadorizada e é capaz de explorar o espaço retrofaríngeo com várias seqüências de imagens, incluindo difusão.

T1: sinal central baixo a intermediário

T2: sinal alto central

T1 C + (Gd): realce periférico

DWI: valores aumentados, indicativos de difusão restrita

A avaliação cuidadosa da relação da coleção com a bainha carotídea e a avaliação de possíveis complicações vasculares (trombose, formação de pseudoaneurisma) são essenciais.

Referências Bibliográfica

Carl Philpott et al. Abscesso retrofaríngeo. BMJ Best Practice,  2018. Dísponivel em:< https://bestpractice.bmj.com/topics/ptbr/599?utm_source=trendmd&utm_medium=cpc&utm_campaign=bp&utm_content=americas&utm_term=latin > Acesso em Dezembro de 2019.

Hendriks T, Quick M, Yuen P. Dysphagia due to massive retropharyngeal and pre-vertebral abscess. BMJ Case Reports CP 2018;11:e228162.

  

Autores

Dr. Eric Delgado Serra

Dr. Rafael Gouvea Gomes de Oliveira


Caso Clínico do Mês
Casos Clínicos
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Dezembro 2019 (cabeça e pescoço)
V. E. S. C. , 8 anos, sexo feminino. Quadro clínico: Odinofagia e febre.
Novembro 2019 (Musculoesquelético)
M. P. , 64 anos, sexo feminino. Quadro clínico: Dor no joelho com suspeita clínica de lesão meniscal.
Outubro 2019 (musculoesquelético)
F. J. P. T. J. 44 anos, sexo masculino. Quadro clínico: Dor em punho esquerdo.
Setembro 2019 (Abdome)
A. R. M. 42 anos, sexo masculino
Agosto 2019 (musculoesquelético)
J.G.C.S. 60 anos, sexo masculino Quadro clínico Nodulação na região calcânea esquerda há 4 anos.
Julho 2019 (Abdome)
Paciente do sexo feminino, 51 anos, com história de dor abdominal localizada em quadrante inferior esquerdo há 3 dias,
Junho 2019 (Abdome)
Paciente com atrofia muscular de ambos os membros inferiores, pulsos femorais não palpável, com histórico de AVC prévio.
Maio 2019 (Tórax)
MNS, sexo feminino, 60 anos com prostração.
Abril 2019 (RM Cardíaca)
BKS, masculino, 30 anos, dor precordial com biomarcadores elevados e cateterismo sem alterações coronárias.
Março 2019 (abdome)
CB, masculino, 49 anos com dor abdominal difusa.
Fevereiro 2019 (abdome)
Paciente sexo feminino, 78 anos, dor abdominal de forte intensidade em região de FIE, náusea, vômito e febre há 3 dias, acompanhado de DB+ na FIE.
Janeiro 2019 (Abdome)
Paciente do sexo feminino, 31 anos, assintomática, investigação de nódulo hepático visualizado em exame de US.
Dezembro 2018 (Abdome)
Mulher, 22 anos, com queixa de dor abdominal e febre. Antecedentes pessoais: Pós operatório tardio de trauma no joelho há 3 meses e diabetes melitus tipo 1
Novembro 2018 (Neuro)
LVS, sexo masculino, 2 anos e 9 meses. Nasceu com 41 semanas de parto cesárea. Apresentou 2 episódios convulsivos nos últimos dois meses e atraso na fala.
Outubro 2018 (Radiologia Abdominal e Intervencionista)
Paciente do sexo feminino, 55 anos, com dor lombar à esquerda há 5 horas, náusea, vômito e abaulamento em flanco. Ao exame físico apresentava-se descorada e taquicárdica, com giordano positivo.
Setembro 2018 (Cabeça e Pescoço)
Feminino, 48 anos, abaulamento cervical do lado esquerda.
Agosto 2018 (Tórax)
Feminino, 54 anos, dispneia aos médios esforços e fraqueza em membros.
Julho 2018 (Cabeça e Pescoço)
Paciente de 5 meses, masc., com adenomegalia à direita
Junho 2018 (Abdome)
Paciente 89 anos, apresentando vômitos, distensão e dor abdominal há 2 dias.
Maio 2018 (abdome)
Paciente do sexo feminino, 19 anos, com dor lombar à esquerda há 4 dias e hematúria.
Abril 2018 (Neuro)
Paciente do sexo feminino, 43 anos, apresentando queixa de cefaleia há quatro dias.
Março 2018 (Tórax)
O primeiro paciente do sexo masculino, 61 anos, iniciou com tosse produtiva e dispneia aos médios esforços. Tabagista de 10 anos-maço, sem outras particularidades; Ao exame físico apresentava ausculta pulmonar com murmúrio vesicular diminuído e estertores creptantes a direita; Hemograma com leucocitose e desvio a esquerda.
Fevereiro 2018 (Tórax)
Paciente do sexo masculino, com 87 anos e dispneico.
Janeiro 2018 (Neuro)
Sexo feminino, 47 anos. Exame realizado 10 dias após parada cárdio-respiratória.
Dezembro 2017 (Coluna)
Paciente do sexo feminino, 25 anos, com história de trauma em piscina há um mês evoluindo com dor cervical e paresia de membros superiores.
Novembro 2017 (Neuro)
Paciente do sexo feminino, 54 anos, internada com hipernatremia e em coma há 40 dias (Glasgow 5)
Outubro 2017 (Abdome)
Paciente do sexo feminino, 5 dias de vida, apresentando vômitos e com suspeita de estenose hipertrófica do piloro.
Setembro 2017 (Tórax)
Caso cedido pelo grupo de tórax da residência. - Paciente do sexo feminino, 34 anos. - História de tosse crônica e dispneia.
Agosto 2017 (Abdome)
Feminino, 30 anos. Dor abdominal e febre.
Julho 2017 (Coluna)
Masculino, 14 anos. Fraqueza, distúrbios da marcha e incontinência urinária.
Junho 2017 (Neuro)
Paciente masculino, 64 anos, admitido no Hospital com suspeita de acidente vascular cerebral. Realizada Ressonância Magnética (RM) do encéfalo que identificou infarto mesencefálico à esquerda, sem outros achados no momento do exame. Após 2 anos paciente retorna ao serviço com sintomas parkinsonianos, tremores e alterações distônicas. Realizada nova RM do encéfalo.
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Dezembro 2019 (cabeça e pescoço)
V. E. S. C. , 8 anos, sexo feminino. Quadro clínico: Odinofagia e febre.
Novembro 2019 (Musculoesquelético)
M. P. , 64 anos, sexo feminino. Quadro clínico: Dor no joelho com suspeita clínica de lesão meniscal.
Outubro 2019 (musculoesquelético)
F. J. P. T. J. 44 anos, sexo masculino. Quadro clínico: Dor em punho esquerdo.
Setembro 2019 (Abdome)
A. R. M. 42 anos, sexo masculino
Agosto 2019 (musculoesquelético)
J.G.C.S. 60 anos, sexo masculino Quadro clínico Nodulação na região calcânea esquerda há 4 anos.
Julho 2019 (Abdome)
Paciente do sexo feminino, 51 anos, com história de dor abdominal localizada em quadrante inferior esquerdo há 3 dias,
Junho 2019 (Abdome)
Paciente com atrofia muscular de ambos os membros inferiores, pulsos femorais não palpável, com histórico de AVC prévio.
Maio 2019 (Tórax)
MNS, sexo feminino, 60 anos com prostração.
Abril 2019 (RM Cardíaca)
BKS, masculino, 30 anos, dor precordial com biomarcadores elevados e cateterismo sem alterações coronárias.
Março 2019 (abdome)
CB, masculino, 49 anos com dor abdominal difusa.
Fevereiro 2019 (abdome)
Paciente sexo feminino, 78 anos, dor abdominal de forte intensidade em região de FIE, náusea, vômito e febre há 3 dias, acompanhado de DB+ na FIE.
Janeiro 2019 (Abdome)
Paciente do sexo feminino, 31 anos, assintomática, investigação de nódulo hepático visualizado em exame de US.
Dezembro 2018 (Abdome)
Mulher, 22 anos, com queixa de dor abdominal e febre. Antecedentes pessoais: Pós operatório tardio de trauma no joelho há 3 meses e diabetes melitus tipo 1
Novembro 2018 (Neuro)
LVS, sexo masculino, 2 anos e 9 meses. Nasceu com 41 semanas de parto cesárea. Apresentou 2 episódios convulsivos nos últimos dois meses e atraso na fala.
Outubro 2018 (Radiologia Abdominal e Intervencionista)
Paciente do sexo feminino, 55 anos, com dor lombar à esquerda há 5 horas, náusea, vômito e abaulamento em flanco. Ao exame físico apresentava-se descorada e taquicárdica, com giordano positivo.
Setembro 2018 (Cabeça e Pescoço)
Feminino, 48 anos, abaulamento cervical do lado esquerda.
Agosto 2018 (Tórax)
Feminino, 54 anos, dispneia aos médios esforços e fraqueza em membros.
Julho 2018 (Cabeça e Pescoço)
Paciente de 5 meses, masc., com adenomegalia à direita
Junho 2018 (Abdome)
Paciente 89 anos, apresentando vômitos, distensão e dor abdominal há 2 dias.
Maio 2018 (abdome)
Paciente do sexo feminino, 19 anos, com dor lombar à esquerda há 4 dias e hematúria.
Abril 2018 (Neuro)
Paciente do sexo feminino, 43 anos, apresentando queixa de cefaleia há quatro dias.
Março 2018 (Tórax)
O primeiro paciente do sexo masculino, 61 anos, iniciou com tosse produtiva e dispneia aos médios esforços. Tabagista de 10 anos-maço, sem outras particularidades; Ao exame físico apresentava ausculta pulmonar com murmúrio vesicular diminuído e estertores creptantes a direita; Hemograma com leucocitose e desvio a esquerda.
Fevereiro 2018 (Tórax)
Paciente do sexo masculino, com 87 anos e dispneico.
Janeiro 2018 (Neuro)
Sexo feminino, 47 anos. Exame realizado 10 dias após parada cárdio-respiratória.
Dezembro 2017 (Coluna)
Paciente do sexo feminino, 25 anos, com história de trauma em piscina há um mês evoluindo com dor cervical e paresia de membros superiores.
Novembro 2017 (Neuro)
Paciente do sexo feminino, 54 anos, internada com hipernatremia e em coma há 40 dias (Glasgow 5)
Outubro 2017 (Abdome)
Paciente do sexo feminino, 5 dias de vida, apresentando vômitos e com suspeita de estenose hipertrófica do piloro.
Setembro 2017 (Tórax)
Caso cedido pelo grupo de tórax da residência. - Paciente do sexo feminino, 34 anos. - História de tosse crônica e dispneia.
Agosto 2017 (Abdome)
Feminino, 30 anos. Dor abdominal e febre.
Julho 2017 (Coluna)
Masculino, 14 anos. Fraqueza, distúrbios da marcha e incontinência urinária.
Junho 2017 (Neuro)
Paciente masculino, 64 anos, admitido no Hospital com suspeita de acidente vascular cerebral. Realizada Ressonância Magnética (RM) do encéfalo que identificou infarto mesencefálico à esquerda, sem outros achados no momento do exame. Após 2 anos paciente retorna ao serviço com sintomas parkinsonianos, tremores e alterações distônicas. Realizada nova RM do encéfalo.
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