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Março 2020 (Tórax)
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Diagnóstico

Covid 19

Discussão

Em 31 de dezembro de 2019, um novo agente do coronavírus foi identificado após casos registrados na China. A infecção se propagou rapidamente resultando em uma epidemia, seguida por um número crescente de casos em outros países do mundo. Em fevereiro de 2020, a Organização Mundial da Saúde designou a doença COVID-19, que significa doença de coronavírus 2019. 

Este novo vírus é transmitido direta ou indiretamente de pessoa para pessoa por meio de secreções respiratórias de indivíduos infectados. O início dos sintomas ocorre em um período entre 2 e 14 dias após o contato com o vírus, e a transmissão ocorre principalmente em áreas internas, mesmo antes do início dos sintomas. 

As manifestações clínicas da infecção são semelhantes às da influenza e muitas vezes são autolimitadas. No entanto, algumas vezes os sintomas respiratórios podem ser exuberantes, com insuficiência respiratória e morte. Em um relatório do Centro Chinês de Controle e Prevenção de Doenças foi estimado de acordo com a gravidade: 81% para pneumonia leve; 14% Doença grave (dispnéia, hipóxia ou envolvimento pulmonar> 50% nas imagens em 24 a 48 horas); 5 % Doença crítica (insuficiência respiratória, choque ou disfunção multiorgânica) e 2,3% taxa geral de mortes.

Os critérios diagnósticos da pneumonia por COVID-19, determinados pelo Ministério da Saúde foram: histórico epidemiológico, achados clínicos, contagem normal ou reduzida de glóbulos brancos diminuição da contagem de linfócitos, características de imagem de pneumonia, e diagnóstico laboratorial - reação em cadeia da polimerase em fluorescência em tempo real revelou detecção positiva de COVID-19 em esfregaços na garganta ou trato respiratório. 

A radiografia de tórax possui baixa sensibilidade. Rotineiramente é o primeiro método de imagem utilizado na investigação das condições respiratórias agudas, considerando sua ampla disponibilidade, rapidez e baixo custo. Os achados radiográficos não são suficientes para um diagnóstico definitivo, mas, em associação com dados clínicos e laboratoriais, podem melhorar a precisão do diagnóstico. 

Os achados radiográficos podem ser normais ou demonstrar a presença de áreas de opacidades focais unilaterais ou bilaterais, predominantemente observados nas bases pulmonares.

A tomografia computadorizada (TC), especialmente a TCAR, é um excelente método para avaliar doenças pulmonares com maior precisão em comparação à radiografia. Apresenta uma sensibilidade de 80 - 90% e especificidade de 60 - 70%. Porém devem ser reservado para determinar a extensão do comprometimento pulmonar, avaliação de complicações, infecções mistas ou falha na resposta à terapia adequada.

A TC do tórax em pacientes com COVID-19 geralmente demonstra opacidade em vidro fosco com ou sem anormalidades consolidadas, consistente com pneumonia viral. Os achados caracteristicamente comuns são mais bilaterais, têm distribuição periférica, basal e posterior envolvendo os lobos inferiores; halo invertido, pavimentação em mosaico, pneumonia em organização e SARA. Achados menos comuns incluem espessamento pleural, derrame pleural e linfadenopatia mediastinal.

A pneumonia leve típica do COVID-19 começa principalmente como pequeno foco de opacidade em vidro fosco subpleural, unilateral ou bilateral nos lobos inferiores, que depois se desenvolve no padrão de pavimentação em mosaico e subsequente consolidação. Após mais de duas semanas, as lesões são gradualmente absorvidas com opacidade em vidro fosco residual e bandas parenquimatosas subpleurais. 

Foram encontrados quatro estágios de evolução definidos na TC dos pacientes que se recuperaram da pneumonia por COVID-19:

- Estágio inicial (0-4 dias após o início do sintoma inicial): Neste estágio, os achados vão desde normais até pequenos focos de opacidades em vidro fosco subpleurais nos lobos inferiores, uni ou bilaterais.

- Estágio progressivo (5-8 dias após o início do sintoma inicial): Nesse estágio, houve agravamento da área acometida e os achados estenderam-se a uma distribuição multilobular bilateral com opacidade em vidro fosco difusa, padrão de pavimentação em mosaico e consolidações.

- Estágio de pico (9 a 13 dias após o início do sintoma inicial): Nesse estágio, a área envolvida dos pulmões atingiu o pico da evolução e a consolidação densa se tornou mais prevalente. Observou-se opacidade em vidro fosco difuso, padrão de pavimentação em mosaico, consolidação e bandas parenquimatosas residuais.

- Estágio de absorção ou regressão (> 14 dias após o início do sintoma inicial): Nesse estágio, a infecção foi controlada e a consolidação foi gradualmente absorvida. Observa-se redução das opacidades.


Autor

Dra. Helen Cristina Marcusso


Referência Bibliográfica


- World Health Organization. Director-General's remarks at the media briefing on 2019-nCoV on 11 February 2020.

- Centers for Disease Control and Prevention. 2019 Novel coronavirus, Wuhan, China. Information for Healthcare Professionals.

- Feng Pan et al. Time Course of Lung Changes On Chest CT During Recovery From 2019 Novel Coronavirus (COVID-19) Pneumonia. Published Online:Feb 13 2020

- World Health Organization. Novel Coronavirus (2019-nCoV) technical guidance.

- Zhu N, Zhang D, Wang W, et al. A Novel Coronavirus from Patients with Pneumonia in China, 2019. N Engl J Med 2020; 382:727.

- World Health Organization Director-General's opening remarks at the media briefing on COVID-19 - 24 February 2020

- World Health Organization. Novel coronavirus situation report -2. January 22, 2020.



Caso Clínico do Mês
Casos Clínicos
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Março 2020 (Tórax)
J.N.O., 46 anos, sexo masculino, HAS grau 2. Quadro clínico: cefaleia, tosse, artralgia e mialgia, náuseas e diarreia há 5 dias da admissão evoluindo com piora do quadro, febre 38° e dispneia.
Dezembro 2019 (cabeça e pescoço)
V. E. S. C. , 8 anos, sexo feminino. Quadro clínico: Odinofagia e febre.
Novembro 2019 (Musculoesquelético)
M. P. , 64 anos, sexo feminino. Quadro clínico: Dor no joelho com suspeita clínica de lesão meniscal.
Outubro 2019 (musculoesquelético)
F. J. P. T. J. 44 anos, sexo masculino. Quadro clínico: Dor em punho esquerdo.
Setembro 2019 (Abdome)
A. R. M. 42 anos, sexo masculino
Agosto 2019 (musculoesquelético)
J.G.C.S. 60 anos, sexo masculino Quadro clínico Nodulação na região calcânea esquerda há 4 anos.
Julho 2019 (Abdome)
Paciente do sexo feminino, 51 anos, com história de dor abdominal localizada em quadrante inferior esquerdo há 3 dias,
Junho 2019 (Abdome)
Paciente com atrofia muscular de ambos os membros inferiores, pulsos femorais não palpável, com histórico de AVC prévio.
Maio 2019 (Tórax)
MNS, sexo feminino, 60 anos com prostração.
Abril 2019 (RM Cardíaca)
BKS, masculino, 30 anos, dor precordial com biomarcadores elevados e cateterismo sem alterações coronárias.
Março 2019 (abdome)
CB, masculino, 49 anos com dor abdominal difusa.
Fevereiro 2019 (abdome)
Paciente sexo feminino, 78 anos, dor abdominal de forte intensidade em região de FIE, náusea, vômito e febre há 3 dias, acompanhado de DB+ na FIE.
Janeiro 2019 (Abdome)
Paciente do sexo feminino, 31 anos, assintomática, investigação de nódulo hepático visualizado em exame de US.
Dezembro 2018 (Abdome)
Mulher, 22 anos, com queixa de dor abdominal e febre. Antecedentes pessoais: Pós operatório tardio de trauma no joelho há 3 meses e diabetes melitus tipo 1
Novembro 2018 (Neuro)
LVS, sexo masculino, 2 anos e 9 meses. Nasceu com 41 semanas de parto cesárea. Apresentou 2 episódios convulsivos nos últimos dois meses e atraso na fala.
Outubro 2018 (Radiologia Abdominal e Intervencionista)
Paciente do sexo feminino, 55 anos, com dor lombar à esquerda há 5 horas, náusea, vômito e abaulamento em flanco. Ao exame físico apresentava-se descorada e taquicárdica, com giordano positivo.
Setembro 2018 (Cabeça e Pescoço)
Feminino, 48 anos, abaulamento cervical do lado esquerda.
Agosto 2018 (Tórax)
Feminino, 54 anos, dispneia aos médios esforços e fraqueza em membros.
Julho 2018 (Cabeça e Pescoço)
Paciente de 5 meses, masc., com adenomegalia à direita
Junho 2018 (Abdome)
Paciente 89 anos, apresentando vômitos, distensão e dor abdominal há 2 dias.
Maio 2018 (abdome)
Paciente do sexo feminino, 19 anos, com dor lombar à esquerda há 4 dias e hematúria.
Abril 2018 (Neuro)
Paciente do sexo feminino, 43 anos, apresentando queixa de cefaleia há quatro dias.
Março 2018 (Tórax)
O primeiro paciente do sexo masculino, 61 anos, iniciou com tosse produtiva e dispneia aos médios esforços. Tabagista de 10 anos-maço, sem outras particularidades; Ao exame físico apresentava ausculta pulmonar com murmúrio vesicular diminuído e estertores creptantes a direita; Hemograma com leucocitose e desvio a esquerda.
Fevereiro 2018 (Tórax)
Paciente do sexo masculino, com 87 anos e dispneico.
Janeiro 2018 (Neuro)
Sexo feminino, 47 anos. Exame realizado 10 dias após parada cárdio-respiratória.
Dezembro 2017 (Coluna)
Paciente do sexo feminino, 25 anos, com história de trauma em piscina há um mês evoluindo com dor cervical e paresia de membros superiores.
Novembro 2017 (Neuro)
Paciente do sexo feminino, 54 anos, internada com hipernatremia e em coma há 40 dias (Glasgow 5)
Outubro 2017 (Abdome)
Paciente do sexo feminino, 5 dias de vida, apresentando vômitos e com suspeita de estenose hipertrófica do piloro.
Setembro 2017 (Tórax)
Caso cedido pelo grupo de tórax da residência. - Paciente do sexo feminino, 34 anos. - História de tosse crônica e dispneia.
Agosto 2017 (Abdome)
Feminino, 30 anos. Dor abdominal e febre.
Julho 2017 (Coluna)
Masculino, 14 anos. Fraqueza, distúrbios da marcha e incontinência urinária.
Junho 2017 (Neuro)
Paciente masculino, 64 anos, admitido no Hospital com suspeita de acidente vascular cerebral. Realizada Ressonância Magnética (RM) do encéfalo que identificou infarto mesencefálico à esquerda, sem outros achados no momento do exame. Após 2 anos paciente retorna ao serviço com sintomas parkinsonianos, tremores e alterações distônicas. Realizada nova RM do encéfalo.
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Março 2020 (Tórax)
J.N.O., 46 anos, sexo masculino, HAS grau 2. Quadro clínico: cefaleia, tosse, artralgia e mialgia, náuseas e diarreia há 5 dias da admissão evoluindo com piora do quadro, febre 38° e dispneia.
Dezembro 2019 (cabeça e pescoço)
V. E. S. C. , 8 anos, sexo feminino. Quadro clínico: Odinofagia e febre.
Novembro 2019 (Musculoesquelético)
M. P. , 64 anos, sexo feminino. Quadro clínico: Dor no joelho com suspeita clínica de lesão meniscal.
Outubro 2019 (musculoesquelético)
F. J. P. T. J. 44 anos, sexo masculino. Quadro clínico: Dor em punho esquerdo.
Setembro 2019 (Abdome)
A. R. M. 42 anos, sexo masculino
Agosto 2019 (musculoesquelético)
J.G.C.S. 60 anos, sexo masculino Quadro clínico Nodulação na região calcânea esquerda há 4 anos.
Julho 2019 (Abdome)
Paciente do sexo feminino, 51 anos, com história de dor abdominal localizada em quadrante inferior esquerdo há 3 dias,
Junho 2019 (Abdome)
Paciente com atrofia muscular de ambos os membros inferiores, pulsos femorais não palpável, com histórico de AVC prévio.
Maio 2019 (Tórax)
MNS, sexo feminino, 60 anos com prostração.
Abril 2019 (RM Cardíaca)
BKS, masculino, 30 anos, dor precordial com biomarcadores elevados e cateterismo sem alterações coronárias.
Março 2019 (abdome)
CB, masculino, 49 anos com dor abdominal difusa.
Fevereiro 2019 (abdome)
Paciente sexo feminino, 78 anos, dor abdominal de forte intensidade em região de FIE, náusea, vômito e febre há 3 dias, acompanhado de DB+ na FIE.
Janeiro 2019 (Abdome)
Paciente do sexo feminino, 31 anos, assintomática, investigação de nódulo hepático visualizado em exame de US.
Dezembro 2018 (Abdome)
Mulher, 22 anos, com queixa de dor abdominal e febre. Antecedentes pessoais: Pós operatório tardio de trauma no joelho há 3 meses e diabetes melitus tipo 1
Novembro 2018 (Neuro)
LVS, sexo masculino, 2 anos e 9 meses. Nasceu com 41 semanas de parto cesárea. Apresentou 2 episódios convulsivos nos últimos dois meses e atraso na fala.
Outubro 2018 (Radiologia Abdominal e Intervencionista)
Paciente do sexo feminino, 55 anos, com dor lombar à esquerda há 5 horas, náusea, vômito e abaulamento em flanco. Ao exame físico apresentava-se descorada e taquicárdica, com giordano positivo.
Setembro 2018 (Cabeça e Pescoço)
Feminino, 48 anos, abaulamento cervical do lado esquerda.
Agosto 2018 (Tórax)
Feminino, 54 anos, dispneia aos médios esforços e fraqueza em membros.
Julho 2018 (Cabeça e Pescoço)
Paciente de 5 meses, masc., com adenomegalia à direita
Junho 2018 (Abdome)
Paciente 89 anos, apresentando vômitos, distensão e dor abdominal há 2 dias.
Maio 2018 (abdome)
Paciente do sexo feminino, 19 anos, com dor lombar à esquerda há 4 dias e hematúria.
Abril 2018 (Neuro)
Paciente do sexo feminino, 43 anos, apresentando queixa de cefaleia há quatro dias.
Março 2018 (Tórax)
O primeiro paciente do sexo masculino, 61 anos, iniciou com tosse produtiva e dispneia aos médios esforços. Tabagista de 10 anos-maço, sem outras particularidades; Ao exame físico apresentava ausculta pulmonar com murmúrio vesicular diminuído e estertores creptantes a direita; Hemograma com leucocitose e desvio a esquerda.
Fevereiro 2018 (Tórax)
Paciente do sexo masculino, com 87 anos e dispneico.
Janeiro 2018 (Neuro)
Sexo feminino, 47 anos. Exame realizado 10 dias após parada cárdio-respiratória.
Dezembro 2017 (Coluna)
Paciente do sexo feminino, 25 anos, com história de trauma em piscina há um mês evoluindo com dor cervical e paresia de membros superiores.
Novembro 2017 (Neuro)
Paciente do sexo feminino, 54 anos, internada com hipernatremia e em coma há 40 dias (Glasgow 5)
Outubro 2017 (Abdome)
Paciente do sexo feminino, 5 dias de vida, apresentando vômitos e com suspeita de estenose hipertrófica do piloro.
Setembro 2017 (Tórax)
Caso cedido pelo grupo de tórax da residência. - Paciente do sexo feminino, 34 anos. - História de tosse crônica e dispneia.
Agosto 2017 (Abdome)
Feminino, 30 anos. Dor abdominal e febre.
Julho 2017 (Coluna)
Masculino, 14 anos. Fraqueza, distúrbios da marcha e incontinência urinária.
Junho 2017 (Neuro)
Paciente masculino, 64 anos, admitido no Hospital com suspeita de acidente vascular cerebral. Realizada Ressonância Magnética (RM) do encéfalo que identificou infarto mesencefálico à esquerda, sem outros achados no momento do exame. Após 2 anos paciente retorna ao serviço com sintomas parkinsonianos, tremores e alterações distônicas. Realizada nova RM do encéfalo.
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