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Outubro 2019 (RM musculoesquelético)
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Diagnóstico

Trombose da artéria mediana persistente.

Discussão

 A artéria mediana persistente (AMP) é uma artéria acessória que surge da artéria ulnar no antebraço proximal e é um remanescente embriológico persistente da artéria axial que geralmente regride por volta de oito semanas de gestação. Está presente em aproximadamente 10% (variação de 2,2 a 23%) da população e acompanha o nervo mediano ao passar pelo antebraço e túnel do carpo. É unilateral aproximadamente 67% das vezes e está associado a nervos medianos bífidos em mais de 60% dos casos. A AMP está contida no epineuro do nervo mediano normal ou bífido, podendo estar localizada no aspecto ulnar do nervo mediano normal, mas se o nervo mediano for bífido, a artéria mediana persistente em geral estará localizada entre os dois feixes de nervos.

 A trombose da AMP é extremamente rara, e os sintomas decorrem provavelmente da pressão direta da artéria trombosada comprimindo o nervo mediano ou de fenômeno isquêmico. O evento trombótico tem etiologia variada podendo estar relacionado a traumatismo contundente ou cortante, alongamento repetitivo do punho, infecção de planos fasciais profundos e uso de anticoncepcionais.

 A AMP com calibre superior a 1,5 mm é uma condição rara em pessoas assintomáticas, um diâmetro de 2-3 mm ou maior pode relacionar esta variante anatômica com síndrome do túnel do carpo.

 A USG pode ser útil para excluir outras causas de dores na face volar do punho como tenossinovite dos flexores, cistos, variantes musculotendinosas, tumores de tecido moles, também permitindo a medicação da superfície transversa do nervo mediano em sua parte proximal e distal do túnel do carpo, estando quando aumentado, associada à síndrome do túnel do carpo idiopática. O uso da USG com Doppler deve sempre ser realizado sobretudo na presença da AMP para excluir uma eventual trombose diante de edema e dor na face volar do punho, também pode permitir a caracterização de um nervo mediano bífido no punho. A presença da AMP deverá ser informada no relatório alertando o clínico por contraindicar a artroscopia.

 O tratamento da trombose da AMP pode ser realizado com anticoagulantes se detectada precocemente, ou de forma cirúrgica que consiste na liberação do ligamento transverso do carpo com ressecção da artéria assegurando-se do adequado suprimento arterial para os dedos.

Referência Bibliográfica

Gassner EM, Schocke M, Peer S, Schwabegger A, Jaschke W, Bodner G. Persistent median artery in the carpal tunnel: color Doppler ultrasonographic findings. J Ultrasound Med. 2002 Apr;21(4):455-61.

 
Rodríguez-Niedenführ, M., et al. "Median artery revisited." Journal of anatomy 195.1 (1999): 57-63.

 
Fumière E., Dugardeyn C., Roquet ME., Delcour C. US demonstration of a thrombosed persistent median artery in carpal tunnel syndrome. JBR-BTR, 2002, 85: 1-3. 

Autores

Dr. Eric Delgado Serra  

Dr. Mauro José Brandão da Costa


Caso Clínico do Mês
Casos Clínicos
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Outubro 2019 (musculoesquelético)
F. J. P. T. J. 44 anos, sexo masculino. Quadro clínico: Dor em punho esquerdo.
Setembro 2019 (Abdome)
A. R. M. 42 anos, sexo masculino
Agosto 2019 (musculoesquelético)
J.G.C.S. 60 anos, sexo masculino Quadro clínico Nodulação na região calcânea esquerda há 4 anos.
Julho 2019 (Abdome)
Paciente do sexo feminino, 51 anos, com história de dor abdominal localizada em quadrante inferior esquerdo há 3 dias,
Junho 2019 (Abdome)
Paciente com atrofia muscular de ambos os membros inferiores, pulsos femorais não palpável, com histórico de AVC prévio.
Maio 2019 (Tórax)
MNS, sexo feminino, 60 anos com prostração.
Abril 2019 (RM Cardíaca)
BKS, masculino, 30 anos, dor precordial com biomarcadores elevados e cateterismo sem alterações coronárias.
Março 2019 (abdome)
CB, masculino, 49 anos com dor abdominal difusa.
Fevereiro 2019 (abdome)
Paciente sexo feminino, 78 anos, dor abdominal de forte intensidade em região de FIE, náusea, vômito e febre há 3 dias, acompanhado de DB+ na FIE.
Janeiro 2019 (Abdome)
Paciente do sexo feminino, 31 anos, assintomática, investigação de nódulo hepático visualizado em exame de US.
Dezembro 2018 (Abdome)
Mulher, 22 anos, com queixa de dor abdominal e febre. Antecedentes pessoais: Pós operatório tardio de trauma no joelho há 3 meses e diabetes melitus tipo 1
Novembro 2018 (Neuro)
LVS, sexo masculino, 2 anos e 9 meses. Nasceu com 41 semanas de parto cesárea. Apresentou 2 episódios convulsivos nos últimos dois meses e atraso na fala.
Outubro 2018 (Radiologia Abdominal e Intervencionista)
Paciente do sexo feminino, 55 anos, com dor lombar à esquerda há 5 horas, náusea, vômito e abaulamento em flanco. Ao exame físico apresentava-se descorada e taquicárdica, com giordano positivo.
Setembro 2018 (Cabeça e Pescoço)
Feminino, 48 anos, abaulamento cervical do lado esquerda.
Agosto 2018 (Tórax)
Feminino, 54 anos, dispneia aos médios esforços e fraqueza em membros.
Julho 2018 (Cabeça e Pescoço)
Paciente de 5 meses, masc., com adenomegalia à direita
Junho 2018 (Abdome)
Paciente 89 anos, apresentando vômitos, distensão e dor abdominal há 2 dias.
Maio 2018 (abdome)
Paciente do sexo feminino, 19 anos, com dor lombar à esquerda há 4 dias e hematúria.
Abril 2018 (Neuro)
Paciente do sexo feminino, 43 anos, apresentando queixa de cefaleia há quatro dias.
Março 2018 (Tórax)
O primeiro paciente do sexo masculino, 61 anos, iniciou com tosse produtiva e dispneia aos médios esforços. Tabagista de 10 anos-maço, sem outras particularidades; Ao exame físico apresentava ausculta pulmonar com murmúrio vesicular diminuído e estertores creptantes a direita; Hemograma com leucocitose e desvio a esquerda.
Fevereiro 2018 (Tórax)
Paciente do sexo masculino, com 87 anos e dispneico.
Janeiro 2018 (Neuro)
Sexo feminino, 47 anos. Exame realizado 10 dias após parada cárdio-respiratória.
Dezembro 2017 (Coluna)
Paciente do sexo feminino, 25 anos, com história de trauma em piscina há um mês evoluindo com dor cervical e paresia de membros superiores.
Novembro 2017 (Neuro)
Paciente do sexo feminino, 54 anos, internada com hipernatremia e em coma há 40 dias (Glasgow 5)
Outubro 2017 (Abdome)
Paciente do sexo feminino, 5 dias de vida, apresentando vômitos e com suspeita de estenose hipertrófica do piloro.
Setembro 2017 (Tórax)
Caso cedido pelo grupo de tórax da residência. - Paciente do sexo feminino, 34 anos. - História de tosse crônica e dispneia.
Agosto 2017 (Abdome)
Feminino, 30 anos. Dor abdominal e febre.
Julho 2017 (Coluna)
Masculino, 14 anos. Fraqueza, distúrbios da marcha e incontinência urinária.
Junho 2017 (Neuro)
Paciente masculino, 64 anos, admitido no Hospital com suspeita de acidente vascular cerebral. Realizada Ressonância Magnética (RM) do encéfalo que identificou infarto mesencefálico à esquerda, sem outros achados no momento do exame. Após 2 anos paciente retorna ao serviço com sintomas parkinsonianos, tremores e alterações distônicas. Realizada nova RM do encéfalo.
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Outubro 2019 (musculoesquelético)
F. J. P. T. J. 44 anos, sexo masculino. Quadro clínico: Dor em punho esquerdo.
Setembro 2019 (Abdome)
A. R. M. 42 anos, sexo masculino
Agosto 2019 (musculoesquelético)
J.G.C.S. 60 anos, sexo masculino Quadro clínico Nodulação na região calcânea esquerda há 4 anos.
Julho 2019 (Abdome)
Paciente do sexo feminino, 51 anos, com história de dor abdominal localizada em quadrante inferior esquerdo há 3 dias,
Junho 2019 (Abdome)
Paciente com atrofia muscular de ambos os membros inferiores, pulsos femorais não palpável, com histórico de AVC prévio.
Maio 2019 (Tórax)
MNS, sexo feminino, 60 anos com prostração.
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CB, masculino, 49 anos com dor abdominal difusa.
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Paciente sexo feminino, 78 anos, dor abdominal de forte intensidade em região de FIE, náusea, vômito e febre há 3 dias, acompanhado de DB+ na FIE.
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Mulher, 22 anos, com queixa de dor abdominal e febre. Antecedentes pessoais: Pós operatório tardio de trauma no joelho há 3 meses e diabetes melitus tipo 1
Novembro 2018 (Neuro)
LVS, sexo masculino, 2 anos e 9 meses. Nasceu com 41 semanas de parto cesárea. Apresentou 2 episódios convulsivos nos últimos dois meses e atraso na fala.
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Paciente de 5 meses, masc., com adenomegalia à direita
Junho 2018 (Abdome)
Paciente 89 anos, apresentando vômitos, distensão e dor abdominal há 2 dias.
Maio 2018 (abdome)
Paciente do sexo feminino, 19 anos, com dor lombar à esquerda há 4 dias e hematúria.
Abril 2018 (Neuro)
Paciente do sexo feminino, 43 anos, apresentando queixa de cefaleia há quatro dias.
Março 2018 (Tórax)
O primeiro paciente do sexo masculino, 61 anos, iniciou com tosse produtiva e dispneia aos médios esforços. Tabagista de 10 anos-maço, sem outras particularidades; Ao exame físico apresentava ausculta pulmonar com murmúrio vesicular diminuído e estertores creptantes a direita; Hemograma com leucocitose e desvio a esquerda.
Fevereiro 2018 (Tórax)
Paciente do sexo masculino, com 87 anos e dispneico.
Janeiro 2018 (Neuro)
Sexo feminino, 47 anos. Exame realizado 10 dias após parada cárdio-respiratória.
Dezembro 2017 (Coluna)
Paciente do sexo feminino, 25 anos, com história de trauma em piscina há um mês evoluindo com dor cervical e paresia de membros superiores.
Novembro 2017 (Neuro)
Paciente do sexo feminino, 54 anos, internada com hipernatremia e em coma há 40 dias (Glasgow 5)
Outubro 2017 (Abdome)
Paciente do sexo feminino, 5 dias de vida, apresentando vômitos e com suspeita de estenose hipertrófica do piloro.
Setembro 2017 (Tórax)
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Agosto 2017 (Abdome)
Feminino, 30 anos. Dor abdominal e febre.
Julho 2017 (Coluna)
Masculino, 14 anos. Fraqueza, distúrbios da marcha e incontinência urinária.
Junho 2017 (Neuro)
Paciente masculino, 64 anos, admitido no Hospital com suspeita de acidente vascular cerebral. Realizada Ressonância Magnética (RM) do encéfalo que identificou infarto mesencefálico à esquerda, sem outros achados no momento do exame. Após 2 anos paciente retorna ao serviço com sintomas parkinsonianos, tremores e alterações distônicas. Realizada nova RM do encéfalo.
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