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Agosto 2020 (neuro)
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Diagnóstico

MACROADENOMA HIPOFISÁRIO

Os adenomas hipofisários são os tumores benignos supratentoriais mais comuns no adulto. No grupo pediátrico, os macroadenomas representam apenas 2,8% dos adenomas hipofisários, se considerarmos as manifestações clínicas ocorrendo antes dos 17 anos. 

A adeno-hipófise contêm cinco principais células secretoras, sendo responsável pela secreção de prolactina (PRL), hormônio do crescimento (GH), hormônio estimulador da tireóide (TSH), hormônio adrenocorticotrófico (ACTH), hormônio luteinizante (LH) e o hormônio folículo estimulante (FSH). 

Os adenomas funcionantes representam 75% dos casos, sendo o prolactinoma o mais frequente, seguido dos produtores de GH, GH e PRL, ACTH, TSH, LH e FSH. Na faixa etária pediátrica apenas 5-15% dos adenomas hipofisários produzem GH, sendo que 90 % dos casos compreendem macroadenomas, e 30-60% são invasivos.


Manifestações Clínicas

Os adenomas manifestam-se por alterações visuais ou endócrinas. A maioria dos macroadenomas são endocrinologicamente inativos.  Normalmente apresentam sintomas de efeito de massa local em estruturas adjacentes, especialmente no quiasma óptico que está localizado diretamente acima da glândula em 80% dos indivíduos, e ao comprimir a parte central do quiasma resulta na hemianopsia bitemporal clássica. O desequilíbrio hormonal devido à superprodução tende a apresentar-se mais cedo e os tumores são, portanto, geralmente pequenos na apresentação. 

Alguns macroadenomas demonstram crescimento invasivo, e a extensão para os seios cavernosos é característica. Uma vez no seio, esses tumores são difíceis de se ressecar completamente. 

Eles podem comprimir os nervos cranianos resultando em déficits, embora seja incomum, o nervo oculomotor é mais comumente envolvido. 


Avaliação Radiológica

Macroadenomas hipofisários são, por definição, massas acima de 10 mm de diâmetro originadas da própria glândula, e geralmente estendendem-se superiormente para a cisterna suprasselar onde podem comprimir o quiasma. A medida que o tumor passa superiormente pelo diafragma selar, pode adquirir uma configuração de boneco de neve. Como esses tumores são tipicamente de crescimento lento, a sela túrcica é quase invariavelmente aumentada com remodelamento ósseo.

Na tomografia geralmente apresentam-se como tumores sólidos com atenuação semelhante a da massa encefálica (30-40 HU) e demonstram um realce moderado ao contraste. As calcificações são raras de serem encontradas.

A ressonância magnética é a modalidade de imagem escolhida e o mesmo é observado, são isointensos a substância cinzenta tanto em imagens ponderadas T1 quanto T2. As características gerais do sinal podem variar significativamente dependendo de componentes tumorais, como hemorragia, transformação cística ou necrose. A RM é capaz de definir a massa, bem como visualizar o quiasmo óptico, vasos cerebrais anteriores e seios cavernosos. 

A classificação de Knosp é um dos sistemas mais comumente usados para determinar a invasão do seio cavernoso pelos macroadenomas hipofísários. Importante para o planejamento operacional, prevendo tumor residual pós-ressecção. Grau 0, quando o adenoma não cruza a linha tangente medial; grau 1, quando o tumor passa linha tangente medial, mas não cruza a linha intercarotídea mediana; grau 2, quando o tumor passa linha intercarotídea mediana, mas não cruza linha tangente lateral; grau 3, quando o adenoma passa a linha tangente lateral e grau 4, quando a artéria carótida interna é totalmente envolvida pelo tumor, sendo este último, o grau de classificação do caso apresentado.


Referência Bibliográfica

1. TELLA JR, OSWALDO INÁCIO DE; HERCULANO, MARCO ANTONIO; DELCELO, ROSANA. Adenomas hipofisários: relação entre invasividade e índice proliferativo tumoral. Arq. Neuro-Psiquiatr., São Paulo, v. 58, n. 4, p. 1055-1063, Dec.  2000.   Available from <//www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-282X2000000600013&lng=en&nrm=iso>. access on 17 Aug.  2020.  https://doi.org/10.1590/S0004-282X2000000600013

2. GARCIA, William Rojas; CORTES, Henry Tovar; ROMERO, Andrés Florez. Pituitary gigantism: a case series from Hospital de San José (Bogotá, Colombia). Arch. Endocrinol. Metab., São Paulo, v. 63, n. 4, p. 385-393, Aug.  2019. Available from <//www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2359-39972019000700385&lng=en&nrm=iso>. access on 17 Aug.  2020.  Epub July 29, 2019.  //dx.doi.org/10.20945/2359-3997000000150

3. Pituitary macroadenoma Andrew Murphy Dr Yuranga Weerakkody et al. Radiopaedia. https://radiopaedia.org/articles/pituitary-macroadenoma-1?lang=us

4. VIEIRA JR., Joaquim O.; CUKIERT, Arthur; LIBERMAN, Bernardo. Magnetic resonance imaging of cavernous sinus invasion by pituitary adenoma diagnostic criteria and surgical findings. Arq. Neuro-Psiquiatr.,  São Paulo ,  v. 62, n. 2b, p. 437-443,  June  2004 .   Available from <//www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-282X2004000300011&lng=en&nrm=iso>. access on  19  Aug.  2020.  https://doi.org/10.1590/S0004-282X2004000300011.


Autores: Dra. Daniela Cartolano, Dr. Rafael Gouvêa Gomes de Oliveira

Caso Clínico do Mês
Casos Clínicos
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Agosto 2020 (neuro)
Masculino, 16 anos, alteração de GH com gigantismo (H: 2,05 metros W: 150 kg).
Julho 2020 (neuro)
Junho 2020 (orelhas)
Feminino, 33 anos, perda auditiva bilateral.
Maio 2020 (Tórax)
Abril 2020 (neuro)
feminino, 40 anos, apresentando diplopia, incontinência urinária e depressão.
Março 2020 (Tórax)
masculino, HAS grau 2. Quadro clínico: cefaleia, tosse, artralgia e mialgia, náuseas e diarreia há 5 dias da admissão evoluindo com piora do quadro, febre 38° e dispneia.
Dezembro 2019 (cabeça e pescoço)
8 anos, sexo feminino. Quadro clínico: Odinofagia e febre.
Novembro 2019 (Musculoesquelético)
64 anos, sexo feminino. Quadro clínico: Dor no joelho com suspeita clínica de lesão meniscal.
Outubro 2019 (musculoesquelético)
44 anos, sexo masculino. Quadro clínico: Dor em punho esquerdo.
Setembro 2019 (Abdome)
42 anos, sexo masculino
Agosto 2019 (musculoesquelético)
60 anos, sexo masculino Quadro clínico Nodulação na região calcânea esquerda há 4 anos.
Julho 2019 (Abdome)
Paciente do sexo feminino, 51 anos, com história de dor abdominal localizada em quadrante inferior esquerdo há 3 dias,
Junho 2019 (Abdome)
Paciente com atrofia muscular de ambos os membros inferiores, pulsos femorais não palpável, com histórico de AVC prévio.
Maio 2019 (Tórax)
MNS, sexo feminino, 60 anos com prostração.
Abril 2018 (Neuro)
Paciente do sexo feminino, 43 anos, apresentando queixa de cefaleia há quatro dias.
Abril 2019 (RM Cardíaca)
BKS, masculino, 30 anos, dor precordial com biomarcadores elevados e cateterismo sem alterações coronárias.
Março 2019 (abdome)
CB, masculino, 49 anos com dor abdominal difusa.
Fevereiro 2019 (abdome)
Paciente sexo feminino, 78 anos, dor abdominal de forte intensidade em região de FIE, náusea, vômito e febre há 3 dias, acompanhado de DB+ na FIE.
Janeiro 2019 (Abdome)
Paciente do sexo feminino, 31 anos, assintomática, investigação de nódulo hepático visualizado em exame de US.
Dezembro 2018 (Abdome)
Mulher, 22 anos, com queixa de dor abdominal e febre. Antecedentes pessoais: Pós operatório tardio de trauma no joelho há 3 meses e diabetes melitus tipo 1
Novembro 2018 (Neuro)
LVS, sexo masculino, 2 anos e 9 meses. Nasceu com 41 semanas de parto cesárea. Apresentou 2 episódios convulsivos nos últimos dois meses e atraso na fala.
Outubro 2018 (Radiologia Abdominal e Intervencionista)
Paciente do sexo feminino, 55 anos, com dor lombar à esquerda há 5 horas, náusea, vômito e abaulamento em flanco. Ao exame físico apresentava-se descorada e taquicárdica, com giordano positivo.
Setembro 2018 (Cabeça e Pescoço)
Feminino, 48 anos, abaulamento cervical do lado esquerda.
Agosto 2018 (Tórax)
Feminino, 54 anos, dispneia aos médios esforços e fraqueza em membros.
Julho 2018 (Cabeça e Pescoço)
Paciente de 5 meses, masc., com adenomegalia à direita
Junho 2018 (Abdome)
Paciente 89 anos, apresentando vômitos, distensão e dor abdominal há 2 dias.
Maio 2018 (abdome)
Paciente do sexo feminino, 19 anos, com dor lombar à esquerda há 4 dias e hematúria.
Março 2018 (Tórax)
O primeiro paciente do sexo masculino, 61 anos, iniciou com tosse produtiva e dispneia aos médios esforços. Tabagista de 10 anos-maço, sem outras particularidades; Ao exame físico apresentava ausculta pulmonar com murmúrio vesicular diminuído e estertores creptantes a direita; Hemograma com leucocitose e desvio a esquerda.
Fevereiro 2018 (Tórax)
Paciente do sexo masculino, com 87 anos e dispneico.
Janeiro 2018 (Neuro)
Sexo feminino, 47 anos. Exame realizado 10 dias após parada cárdio-respiratória.
Dezembro 2017 (Coluna)
Paciente do sexo feminino, 25 anos, com história de trauma em piscina há um mês evoluindo com dor cervical e paresia de membros superiores.
Novembro 2017 (Neuro)
Paciente do sexo feminino, 54 anos, internada com hipernatremia e em coma há 40 dias (Glasgow 5)
Outubro 2017 (Abdome)
Paciente do sexo feminino, 5 dias de vida, apresentando vômitos e com suspeita de estenose hipertrófica do piloro.
Setembro 2017 (Tórax)
Caso cedido pelo grupo de tórax da residência. - Paciente do sexo feminino, 34 anos. - História de tosse crônica e dispneia.
Agosto 2017 (Abdome)
Feminino, 30 anos. Dor abdominal e febre.
Julho 2017 (Coluna)
Masculino, 14 anos. Fraqueza, distúrbios da marcha e incontinência urinária.
Junho 2017 (Neuro)
Paciente masculino, 64 anos, admitido no Hospital com suspeita de acidente vascular cerebral. Realizada Ressonância Magnética (RM) do encéfalo que identificou infarto mesencefálico à esquerda, sem outros achados no momento do exame. Após 2 anos paciente retorna ao serviço com sintomas parkinsonianos, tremores e alterações distônicas. Realizada nova RM do encéfalo.
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Agosto 2020 (neuro)
Masculino, 16 anos, alteração de GH com gigantismo (H: 2,05 metros W: 150 kg).
Julho 2020 (neuro)
Junho 2020 (orelhas)
Feminino, 33 anos, perda auditiva bilateral.
Maio 2020 (Tórax)
Abril 2020 (neuro)
feminino, 40 anos, apresentando diplopia, incontinência urinária e depressão.
Março 2020 (Tórax)
masculino, HAS grau 2. Quadro clínico: cefaleia, tosse, artralgia e mialgia, náuseas e diarreia há 5 dias da admissão evoluindo com piora do quadro, febre 38° e dispneia.
Dezembro 2019 (cabeça e pescoço)
8 anos, sexo feminino. Quadro clínico: Odinofagia e febre.
Novembro 2019 (Musculoesquelético)
64 anos, sexo feminino. Quadro clínico: Dor no joelho com suspeita clínica de lesão meniscal.
Outubro 2019 (musculoesquelético)
44 anos, sexo masculino. Quadro clínico: Dor em punho esquerdo.
Setembro 2019 (Abdome)
42 anos, sexo masculino
Agosto 2019 (musculoesquelético)
60 anos, sexo masculino Quadro clínico Nodulação na região calcânea esquerda há 4 anos.
Julho 2019 (Abdome)
Paciente do sexo feminino, 51 anos, com história de dor abdominal localizada em quadrante inferior esquerdo há 3 dias,
Junho 2019 (Abdome)
Paciente com atrofia muscular de ambos os membros inferiores, pulsos femorais não palpável, com histórico de AVC prévio.
Maio 2019 (Tórax)
MNS, sexo feminino, 60 anos com prostração.
Abril 2018 (Neuro)
Paciente do sexo feminino, 43 anos, apresentando queixa de cefaleia há quatro dias.
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BKS, masculino, 30 anos, dor precordial com biomarcadores elevados e cateterismo sem alterações coronárias.
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CB, masculino, 49 anos com dor abdominal difusa.
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Paciente sexo feminino, 78 anos, dor abdominal de forte intensidade em região de FIE, náusea, vômito e febre há 3 dias, acompanhado de DB+ na FIE.
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Novembro 2018 (Neuro)
LVS, sexo masculino, 2 anos e 9 meses. Nasceu com 41 semanas de parto cesárea. Apresentou 2 episódios convulsivos nos últimos dois meses e atraso na fala.
Outubro 2018 (Radiologia Abdominal e Intervencionista)
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Setembro 2018 (Cabeça e Pescoço)
Feminino, 48 anos, abaulamento cervical do lado esquerda.
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Feminino, 54 anos, dispneia aos médios esforços e fraqueza em membros.
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Paciente 89 anos, apresentando vômitos, distensão e dor abdominal há 2 dias.
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Paciente do sexo feminino, 19 anos, com dor lombar à esquerda há 4 dias e hematúria.
Março 2018 (Tórax)
O primeiro paciente do sexo masculino, 61 anos, iniciou com tosse produtiva e dispneia aos médios esforços. Tabagista de 10 anos-maço, sem outras particularidades; Ao exame físico apresentava ausculta pulmonar com murmúrio vesicular diminuído e estertores creptantes a direita; Hemograma com leucocitose e desvio a esquerda.
Fevereiro 2018 (Tórax)
Paciente do sexo masculino, com 87 anos e dispneico.
Janeiro 2018 (Neuro)
Sexo feminino, 47 anos. Exame realizado 10 dias após parada cárdio-respiratória.
Dezembro 2017 (Coluna)
Paciente do sexo feminino, 25 anos, com história de trauma em piscina há um mês evoluindo com dor cervical e paresia de membros superiores.
Novembro 2017 (Neuro)
Paciente do sexo feminino, 54 anos, internada com hipernatremia e em coma há 40 dias (Glasgow 5)
Outubro 2017 (Abdome)
Paciente do sexo feminino, 5 dias de vida, apresentando vômitos e com suspeita de estenose hipertrófica do piloro.
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Feminino, 30 anos. Dor abdominal e febre.
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Masculino, 14 anos. Fraqueza, distúrbios da marcha e incontinência urinária.
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Paciente masculino, 64 anos, admitido no Hospital com suspeita de acidente vascular cerebral. Realizada Ressonância Magnética (RM) do encéfalo que identificou infarto mesencefálico à esquerda, sem outros achados no momento do exame. Após 2 anos paciente retorna ao serviço com sintomas parkinsonianos, tremores e alterações distônicas. Realizada nova RM do encéfalo.
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