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Junho 2020 (orelhas)
Ver Diagnóstico

Introdução

A otosclerose é uma importante causa de perda auditiva neurossensorial, com incidência de aproximadamente 7% a 10% da população geral. Normalmente aparece durante 4ª e 5ª década de vida e tem maior incidência no sexo feminino.


Apresentação clínica

A otosclerose mais comumente apresenta perda auditiva, na maioria das vezes condutiva, mas também pode ser sensorial ou mista, e é frequentemente bilateral. Apresenta um desenvolvimento lento e progressivo ao longo dos anos.


Patologia

É uma doença inflamatória crônica, limitada ao osso temporal, de origem idiopática que causa substituição do osso endocondral por osso imaturo esponjoso hipervascularizado. A fisiopatologia da otosclerose é multifatorial e não muito bem compreendida, com componentes genéticos, virais, inflamatórios e autoimune. 

São descritas duas fases: precoce/ativa (otospongiose) e tardia/inativa (otosclerose). Na fase inicial, chamada de otospongiose, há uma maior a ação dos osteócitos com absorção do osso ao redor dos vasos sanguíneos pré-existentes (osteólise inicial) havendo, portanto, um predomínio da desmineralização óssea criando uma melhor microcirculação. Com o decorrer da doença, os osteoblastos tornam-se mais envolvidos, resultando na formação de focos irregulares de novos ossos esponjosos. A hipervascularização diminui, havendo calcificação desses focos e reconstrução com osso displásico e denso (esclerose). Assim, os termos otospongiose e otosclerose são duas denominações diferentes de dois estágios de uma mesma doença, sendo a otosclerose o último estágio.

Existem duas formas de otosclerose: 

- fenestral: responsável por 80% dos casos, na parede lateral da orelha interna, a <i>fissula ante fenestram</i> (região anterior à janela oval) é a região mais acometida. A perda auditiva é condutiva devido ao espessamento e fixação do estribo.

- retrofenestral (coclear): há desmineralização da cápsula ótica, que pode ser focal ou circunferencial, com este último produzindo um sinal do "anel duplo?, estando geralmente associada à forma fenestral. A perda auditiva é mista: condutiva e neurossensorial. 


Tomografia

É o método de imagem de escolha na suspeita clínica de otosclerose. Os achados dependem da fase da doença. 

A fase inicial (fase otospongiótica), caracteriza-se por diminutos focos de rarefação óssea, apresentando-se com atenuação reduzida (lucência) dentro da borda da cápsula ótica. 

Com a progressão da doença estas áreas tendem a aumentar, e tornam-se mais visíveis e depois se calcificam, obliterando a janela oval e espessando o estribo. Na forma coclear observam-se focos de desmineralização óssea ao redor da cóclea.

Na fase tardia (fase otoesclerótica) há um aumento da atenuação e o osso esclerótico pode ser difícil de distinguir do osso normal circundante, identificaram-se critérios diagnósticos usando a espessura da cápsula ótica ou um contorno anormalmente convexo do córtex da cápsula ótica anterolateral à margem anterior da janela oval em casos graves, a janela oval e/ou, menos comumente, a janela redonda é completamente preenchida por uma placa óssea densa (com fixação completa dos estribos).


Referências Bibliográficas

1. Cabeça e pescoço / Eloisa Maria Santiago Gebrim, Mari a Cristina Chammas, Regina Lúcia Elia Gomes; editor da Série Giovanni Guido Cerri. - Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2010. il. - (Radiologia e diagnóstico por imagem)

2. Gaiotti JO, Diniz RLFC, Gomes ND, Costa AMD, Villela CLBC, Moreira W. Diagnóstico tomográfico e aspectos relevantes da otosclerose. Radiol Bras. 2013 Set/Out;46(5):307?312.

3. Otosclerosis. Dr Ahmed El Husseiny and Dr Sandeep Bhuta et al. Radiopaedia. https://radiopaedia.org/articles/otosclerosis?lang=us


Autores: Dra. Daniela Cartolano, Dr. Rafael Gouvêa Gomes de Oliveira


Caso Clínico do Mês
Casos Clínicos
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Julho 2020 (neuro)
Junho 2020 (orelhas)
Feminino, 33 anos, perda auditiva bilateral.
Maio 2020 (Tórax)
Abril 2020 (neuro)
feminino, 40 anos, apresentando diplopia, incontinência urinária e depressão.
Março 2020 (Tórax)
masculino, HAS grau 2. Quadro clínico: cefaleia, tosse, artralgia e mialgia, náuseas e diarreia há 5 dias da admissão evoluindo com piora do quadro, febre 38° e dispneia.
Dezembro 2019 (cabeça e pescoço)
8 anos, sexo feminino. Quadro clínico: Odinofagia e febre.
Novembro 2019 (Musculoesquelético)
64 anos, sexo feminino. Quadro clínico: Dor no joelho com suspeita clínica de lesão meniscal.
Outubro 2019 (musculoesquelético)
44 anos, sexo masculino. Quadro clínico: Dor em punho esquerdo.
Setembro 2019 (Abdome)
42 anos, sexo masculino
Agosto 2019 (musculoesquelético)
60 anos, sexo masculino Quadro clínico Nodulação na região calcânea esquerda há 4 anos.
Julho 2019 (Abdome)
Paciente do sexo feminino, 51 anos, com história de dor abdominal localizada em quadrante inferior esquerdo há 3 dias,
Junho 2019 (Abdome)
Paciente com atrofia muscular de ambos os membros inferiores, pulsos femorais não palpável, com histórico de AVC prévio.
Maio 2019 (Tórax)
MNS, sexo feminino, 60 anos com prostração.
Abril 2018 (Neuro)
Paciente do sexo feminino, 43 anos, apresentando queixa de cefaleia há quatro dias.
Abril 2019 (RM Cardíaca)
BKS, masculino, 30 anos, dor precordial com biomarcadores elevados e cateterismo sem alterações coronárias.
Março 2019 (abdome)
CB, masculino, 49 anos com dor abdominal difusa.
Fevereiro 2019 (abdome)
Paciente sexo feminino, 78 anos, dor abdominal de forte intensidade em região de FIE, náusea, vômito e febre há 3 dias, acompanhado de DB+ na FIE.
Janeiro 2019 (Abdome)
Paciente do sexo feminino, 31 anos, assintomática, investigação de nódulo hepático visualizado em exame de US.
Dezembro 2018 (Abdome)
Mulher, 22 anos, com queixa de dor abdominal e febre. Antecedentes pessoais: Pós operatório tardio de trauma no joelho há 3 meses e diabetes melitus tipo 1
Novembro 2018 (Neuro)
LVS, sexo masculino, 2 anos e 9 meses. Nasceu com 41 semanas de parto cesárea. Apresentou 2 episódios convulsivos nos últimos dois meses e atraso na fala.
Outubro 2018 (Radiologia Abdominal e Intervencionista)
Paciente do sexo feminino, 55 anos, com dor lombar à esquerda há 5 horas, náusea, vômito e abaulamento em flanco. Ao exame físico apresentava-se descorada e taquicárdica, com giordano positivo.
Setembro 2018 (Cabeça e Pescoço)
Feminino, 48 anos, abaulamento cervical do lado esquerda.
Agosto 2018 (Tórax)
Feminino, 54 anos, dispneia aos médios esforços e fraqueza em membros.
Julho 2018 (Cabeça e Pescoço)
Paciente de 5 meses, masc., com adenomegalia à direita
Junho 2018 (Abdome)
Paciente 89 anos, apresentando vômitos, distensão e dor abdominal há 2 dias.
Maio 2018 (abdome)
Paciente do sexo feminino, 19 anos, com dor lombar à esquerda há 4 dias e hematúria.
Março 2018 (Tórax)
O primeiro paciente do sexo masculino, 61 anos, iniciou com tosse produtiva e dispneia aos médios esforços. Tabagista de 10 anos-maço, sem outras particularidades; Ao exame físico apresentava ausculta pulmonar com murmúrio vesicular diminuído e estertores creptantes a direita; Hemograma com leucocitose e desvio a esquerda.
Fevereiro 2018 (Tórax)
Paciente do sexo masculino, com 87 anos e dispneico.
Janeiro 2018 (Neuro)
Sexo feminino, 47 anos. Exame realizado 10 dias após parada cárdio-respiratória.
Dezembro 2017 (Coluna)
Paciente do sexo feminino, 25 anos, com história de trauma em piscina há um mês evoluindo com dor cervical e paresia de membros superiores.
Novembro 2017 (Neuro)
Paciente do sexo feminino, 54 anos, internada com hipernatremia e em coma há 40 dias (Glasgow 5)
Outubro 2017 (Abdome)
Paciente do sexo feminino, 5 dias de vida, apresentando vômitos e com suspeita de estenose hipertrófica do piloro.
Setembro 2017 (Tórax)
Caso cedido pelo grupo de tórax da residência. - Paciente do sexo feminino, 34 anos. - História de tosse crônica e dispneia.
Agosto 2017 (Abdome)
Feminino, 30 anos. Dor abdominal e febre.
Julho 2017 (Coluna)
Masculino, 14 anos. Fraqueza, distúrbios da marcha e incontinência urinária.
Junho 2017 (Neuro)
Paciente masculino, 64 anos, admitido no Hospital com suspeita de acidente vascular cerebral. Realizada Ressonância Magnética (RM) do encéfalo que identificou infarto mesencefálico à esquerda, sem outros achados no momento do exame. Após 2 anos paciente retorna ao serviço com sintomas parkinsonianos, tremores e alterações distônicas. Realizada nova RM do encéfalo.
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Julho 2020 (neuro)
Junho 2020 (orelhas)
Feminino, 33 anos, perda auditiva bilateral.
Maio 2020 (Tórax)
Abril 2020 (neuro)
feminino, 40 anos, apresentando diplopia, incontinência urinária e depressão.
Março 2020 (Tórax)
masculino, HAS grau 2. Quadro clínico: cefaleia, tosse, artralgia e mialgia, náuseas e diarreia há 5 dias da admissão evoluindo com piora do quadro, febre 38° e dispneia.
Dezembro 2019 (cabeça e pescoço)
8 anos, sexo feminino. Quadro clínico: Odinofagia e febre.
Novembro 2019 (Musculoesquelético)
64 anos, sexo feminino. Quadro clínico: Dor no joelho com suspeita clínica de lesão meniscal.
Outubro 2019 (musculoesquelético)
44 anos, sexo masculino. Quadro clínico: Dor em punho esquerdo.
Setembro 2019 (Abdome)
42 anos, sexo masculino
Agosto 2019 (musculoesquelético)
60 anos, sexo masculino Quadro clínico Nodulação na região calcânea esquerda há 4 anos.
Julho 2019 (Abdome)
Paciente do sexo feminino, 51 anos, com história de dor abdominal localizada em quadrante inferior esquerdo há 3 dias,
Junho 2019 (Abdome)
Paciente com atrofia muscular de ambos os membros inferiores, pulsos femorais não palpável, com histórico de AVC prévio.
Maio 2019 (Tórax)
MNS, sexo feminino, 60 anos com prostração.
Abril 2018 (Neuro)
Paciente do sexo feminino, 43 anos, apresentando queixa de cefaleia há quatro dias.
Abril 2019 (RM Cardíaca)
BKS, masculino, 30 anos, dor precordial com biomarcadores elevados e cateterismo sem alterações coronárias.
Março 2019 (abdome)
CB, masculino, 49 anos com dor abdominal difusa.
Fevereiro 2019 (abdome)
Paciente sexo feminino, 78 anos, dor abdominal de forte intensidade em região de FIE, náusea, vômito e febre há 3 dias, acompanhado de DB+ na FIE.
Janeiro 2019 (Abdome)
Paciente do sexo feminino, 31 anos, assintomática, investigação de nódulo hepático visualizado em exame de US.
Dezembro 2018 (Abdome)
Mulher, 22 anos, com queixa de dor abdominal e febre. Antecedentes pessoais: Pós operatório tardio de trauma no joelho há 3 meses e diabetes melitus tipo 1
Novembro 2018 (Neuro)
LVS, sexo masculino, 2 anos e 9 meses. Nasceu com 41 semanas de parto cesárea. Apresentou 2 episódios convulsivos nos últimos dois meses e atraso na fala.
Outubro 2018 (Radiologia Abdominal e Intervencionista)
Paciente do sexo feminino, 55 anos, com dor lombar à esquerda há 5 horas, náusea, vômito e abaulamento em flanco. Ao exame físico apresentava-se descorada e taquicárdica, com giordano positivo.
Setembro 2018 (Cabeça e Pescoço)
Feminino, 48 anos, abaulamento cervical do lado esquerda.
Agosto 2018 (Tórax)
Feminino, 54 anos, dispneia aos médios esforços e fraqueza em membros.
Julho 2018 (Cabeça e Pescoço)
Paciente de 5 meses, masc., com adenomegalia à direita
Junho 2018 (Abdome)
Paciente 89 anos, apresentando vômitos, distensão e dor abdominal há 2 dias.
Maio 2018 (abdome)
Paciente do sexo feminino, 19 anos, com dor lombar à esquerda há 4 dias e hematúria.
Março 2018 (Tórax)
O primeiro paciente do sexo masculino, 61 anos, iniciou com tosse produtiva e dispneia aos médios esforços. Tabagista de 10 anos-maço, sem outras particularidades; Ao exame físico apresentava ausculta pulmonar com murmúrio vesicular diminuído e estertores creptantes a direita; Hemograma com leucocitose e desvio a esquerda.
Fevereiro 2018 (Tórax)
Paciente do sexo masculino, com 87 anos e dispneico.
Janeiro 2018 (Neuro)
Sexo feminino, 47 anos. Exame realizado 10 dias após parada cárdio-respiratória.
Dezembro 2017 (Coluna)
Paciente do sexo feminino, 25 anos, com história de trauma em piscina há um mês evoluindo com dor cervical e paresia de membros superiores.
Novembro 2017 (Neuro)
Paciente do sexo feminino, 54 anos, internada com hipernatremia e em coma há 40 dias (Glasgow 5)
Outubro 2017 (Abdome)
Paciente do sexo feminino, 5 dias de vida, apresentando vômitos e com suspeita de estenose hipertrófica do piloro.
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Caso cedido pelo grupo de tórax da residência. - Paciente do sexo feminino, 34 anos. - História de tosse crônica e dispneia.
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Feminino, 30 anos. Dor abdominal e febre.
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Masculino, 14 anos. Fraqueza, distúrbios da marcha e incontinência urinária.
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Paciente masculino, 64 anos, admitido no Hospital com suspeita de acidente vascular cerebral. Realizada Ressonância Magnética (RM) do encéfalo que identificou infarto mesencefálico à esquerda, sem outros achados no momento do exame. Após 2 anos paciente retorna ao serviço com sintomas parkinsonianos, tremores e alterações distônicas. Realizada nova RM do encéfalo.
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