contato@medig.com.br
(16) 3632-0239
Institucional
Telerradiologia
Gestão
Ensino
Casos Clí­nicos
Especialistas
Notícias
Contato
Março 2021 (abdome)
Ver Diagnóstico

Paciente feminina, 23 anos comparece ao pronto socorro com dor abdominal difusa, náusea e vômitos. História de cirurgia bariátrica prévia. 


DIAGNOSTICO

Intussuscepção intestinal 


DEFINIÇÃO

É uma causa importante de obstrução intestinal delgado em crianças, mas é menos comum em adultos e consiste em invaginação do intestino proximal  para dentro da luz intestinal distal. 

A porção invaginada é denominada intussuscepto e o intestino que o recebe é denominado intussuscepiente. 


EPIDEMIOLOGIA

Predominância no sexo masculino (2:1). Sendo a grande maioria das intussuscepções ocorre em crianças (95%), geralmente após os primeiros três meses de vida. Embora comum na população pediátrica, é rara em adultos, sendo que apenas 5% de todos os casos de intussuscepção ocorrem nesta faixa etária e dessas, somente 1% com obstrução intestinal e pode ocorrer após intervenções cirúrgicas ou pode ser uma complicação de condições que provocam espessamento da parede intestinal. 


FISIOPATOLOGIA 

A intussuscepção ocorre quando o segmento proximal do intestino telescopa dentro do segmento distal. Geralmente localiza-se entre segmentos que se movimentam livremente e segmentos retroperitoneais ou fixados por aderência.  Diante disso, o mesentério pode ser incluído no intussepto e causar prejuízo do fluxo sanguíneo local, podendo causar isquemia e necrose da porção intestinal acometida. 

Quanto a localização, pode ser classificado em três categorias principais: enteroentérica, colo-cólica e íleo-cólica.

Enquanto em crianças cerca de 90% dos casos são de etiologia idiopática, entre adultos a etiologia é definida em 90% dos casos, sendo que a causa mais frequente está relacionada à presença de tumores intestinais ou pode ser uma complicação de condições que provocam espessamento da parede intestinal, tais como púrpura de Henoch-Schoelein ou fibrose cística. 

Em casos de intussuscepção relatada em pós-operatório a etiologia mais comum esta relacionada à presença de sutura intestinal e aderências. 


APRESENTAÇÃO CLINICA 

Em adultos a clinica geralmente não é específica, e os sintomas incluem distensão abdominal, náusea, vômito, alteração do hábito intestinal e fezes em “geleia-de-framboesa”. 


ACHADOS DE IMAGEM 

O diagnostico pode ser efetuado com radiografia simples, ultrassonografia, tomografia computadorizada e enema baritado ou com gás/solução salina. Alguns desses métodos também proporcionam terapia desta condição. 

Nas radiografias abdominais podem mostrar níveis hídricos, dilatação das alças intestinais e em aproximadamente 50% dos casos, a cabeça do intussuscepto é visível como efeito de tecidos moles ao longo do cólon. 

A ultrassonografia é uma modalidade de exame muito efetivo e confiável para a demonstração da intussuscepção. Caracteristicamente, uma massa cilíndrica é observada, consistindo em um anel hipoecoico externo que circunda tecidos com ecogenicidade variável e representam as camadas do intestino edemaciadas que se alternam com camadas do mesentério conhecido como “sinal do alvo”. Outros sinais incluem sinal de donut e pseudo-rim.  A ultrassonografia com Doppler tem sido utilizada para estimar a viabilidade do tecido. 

Na tomografia computadorizada é possível visualizar no plano axial as camadas duplicadas do intussuscepto e intussuscepiente, formando anéis concêntricos, sendo tal achado característico do “sinal do alvo”, descrito na ultrassonografia. No plano coronal, possivelmente pode ser visualizado a imagem conhecida como “salsicha“ de tecido mole. No exame contrastado a porção proximal da instussuscepção realçará dois anéis concêntricos. Esse achado equivale as paredes do intestino interno e a borda do intestino externo. À medida que a imagem avança pela tomografia, o mesentério formara um crescente de tecido comprimindo o lúmen interno.


DIAGNOSTICO DIFERENCIAL

O principal diagnostico diferencial é a intussuscepção transitória, ocorrendo com maior frequência no intestino delgado. É de comprimento curto, discretamente ecogênico pela ultrassonografia. 

Outros diagnósticos diferenciais incluem divertículo de Meckel, íleo de cálculo biliar, tumor de intestino primário, metástase e linfoma. 


TRATAMENTO

A redução por enema é realizada por contraste hidrossolúvel ou ar sob pressão, tendo taxa de redução da intussuscepção na faixa de 80% a 90% dos casos. Se a redução por enema não for bem sucedido, geralmente é necessária intervenção cirúrgica. 

Em adultos geralmente é necessário laparotomia, porque na maioria dos casos existe um ponto inicial que requer tratamento. 


REFERÊNCIAS 

1- Brant, Willian E. et al.  Fundamentos de Radiologia : Diagnóstico por imagem. 4.edição. Rio de Janeiro; Guanabara Koogan, 2015. 

2- RASULI, Bahman, et al. Intussusception. Radiopaedia, 2020. Disponível em: https://radiopaedia.org/articles/intussusception. 

3- SILVA, Nayara Moraes G. et al. Relato de caso de intussuscepção em adulto por adenocarcionoma. Journal de Coloproctology. Vol. 37, pag 81. 2017. 


AUTORES

Rafael Nunes Chagas Brito 

Guilherme Nunes Chagas Brito

Mayara Pimenta Lima


Caso Clínico do Mês
Casos Clínicos
Agosto 2018 (Tórax)
Feminino, 54 anos, dispneia aos médios esforços e fraqueza em membros.
Dezembro 2017 (Coluna)
Paciente do sexo feminino, 25 anos, com história de trauma em piscina há um mês evoluindo com dor cervical e paresia de membros superiores.
Janeiro 2018 (Neuro)
Sexo feminino, 47 anos. Exame realizado 10 dias após parada cárdio-respiratória.
Fevereiro 2018 (Tórax)
Paciente do sexo masculino, com 87 anos e dispneico.
Março 2018 (Tórax)
O primeiro paciente do sexo masculino, 61 anos, iniciou com tosse produtiva e dispneia aos médios esforços. Tabagista de 10 anos-maço, sem outras particularidades; Ao exame físico apresentava ausculta pulmonar com murmúrio vesicular diminuído e estertores creptantes a direita; Hemograma com leucocitose e desvio a esquerda.
Maio 2018 (abdome)
Paciente do sexo feminino, 19 anos, com dor lombar à esquerda há 4 dias e hematúria.
Junho 2018 (Abdome)
Paciente 89 anos, apresentando vômitos, distensão e dor abdominal há 2 dias.
Abril 2018 (Neuro)
Paciente do sexo feminino, 43 anos, apresentando queixa de cefaleia há quatro dias.
Julho 2018 (Cabeça e Pescoço)
Paciente de 5 meses, masc., com adenomegalia à direita
Setembro 2018 (Cabeça e Pescoço)
Feminino, 48 anos, abaulamento cervical do lado esquerda.
Outubro 2018 (Radiologia Abdominal e Intervencionista)
Paciente do sexo feminino, 55 anos, com dor lombar à esquerda há 5 horas, náusea, vômito e abaulamento em flanco. Ao exame físico apresentava-se descorada e taquicárdica, com giordano positivo.
Novembro 2018 (Neuro)
LVS, sexo masculino, 2 anos e 9 meses. Nasceu com 41 semanas de parto cesárea. Apresentou 2 episódios convulsivos nos últimos dois meses e atraso na fala.
Janeiro 2019 (Abdome)
Paciente do sexo feminino, 31 anos, assintomática, investigação de nódulo hepático visualizado em exame de US.
Abril 2019 (RM Cardíaca)
BKS, masculino, 30 anos, dor precordial com biomarcadores elevados e cateterismo sem alterações coronárias.
Março 2019 (abdome)
CB, masculino, 49 anos com dor abdominal difusa.
Fevereiro 2019 (abdome)
Paciente sexo feminino, 78 anos, dor abdominal de forte intensidade em região de FIE, náusea, vômito e febre há 3 dias, acompanhado de DB+ na FIE.
Dezembro 2018 (Abdome)
Mulher, 22 anos, com queixa de dor abdominal e febre. Antecedentes pessoais: Pós operatório tardio de trauma no joelho há 3 meses e diabetes melitus tipo 1
Novembro 2017 (Neuro)
Paciente do sexo feminino, 54 anos, internada com hipernatremia e em coma há 40 dias (Glasgow 5)
Setembro 2017 (Tórax)
Caso cedido pelo grupo de tórax da residência. - Paciente do sexo feminino, 34 anos. - História de tosse crônica e dispneia.
Outubro 2017 (Abdome)
Paciente do sexo feminino, 5 dias de vida, apresentando vômitos e com suspeita de estenose hipertrófica do piloro.
Agosto 2017 (Abdome)
Feminino, 30 anos. Dor abdominal e febre.
Julho 2017 (Coluna)
Masculino, 14 anos. Fraqueza, distúrbios da marcha e incontinência urinária.
Junho 2017 (Neuro)
Paciente masculino, 64 anos, admitido no Hospital com suspeita de acidente vascular cerebral. Realizada Ressonância Magnética (RM) do encéfalo que identificou infarto mesencefálico à esquerda, sem outros achados no momento do exame. Após 2 anos paciente retorna ao serviço com sintomas parkinsonianos, tremores e alterações distônicas. Realizada nova RM do encéfalo.
Maio 2019 (Tórax)
MNS, sexo feminino, 60 anos com prostração.
Junho 2019 (Abdome)
Paciente com atrofia muscular de ambos os membros inferiores, pulsos femorais não palpável, com histórico de AVC prévio.
Julho 2019 (Abdome)
Paciente do sexo feminino, 51 anos, com história de dor abdominal localizada em quadrante inferior esquerdo há 3 dias,
Agosto 2019 (musculoesquelético)
60 anos, sexo masculino Quadro clínico Nodulação na região calcânea esquerda há 4 anos.
Setembro 2019 (Abdome)
42 anos, sexo masculino
Outubro 2019 (musculoesquelético)
44 anos, sexo masculino. Quadro clínico: Dor em punho esquerdo.
Novembro 2019 (Musculoesquelético)
64 anos, sexo feminino. Quadro clínico: Dor no joelho com suspeita clínica de lesão meniscal.
Dezembro 2019 (cabeça e pescoço)
8 anos, sexo feminino. Quadro clínico: Odinofagia e febre.
Março 2020 (Tórax)
masculino, HAS grau 2. Quadro clínico: cefaleia, tosse, artralgia e mialgia, náuseas e diarreia há 5 dias da admissão evoluindo com piora do quadro, febre 38° e dispneia.
Abril 2020 (neuro)
feminino, 40 anos, apresentando diplopia, incontinência urinária e depressão.
Maio 2020 (Tórax)
undefined
Julho 2020 (neuro)
undefined
Junho 2020 (orelhas)
Feminino, 33 anos, perda auditiva bilateral.
Agosto 2020 (neuro)
Masculino, 16 anos, alteração de GH com gigantismo (H: 2,05 metros W: 150 kg).
Setembro 2020 (neuro)
undefined
Outubro 2020 (coluna)
undefined
Novembro 2020 (abdome)
70 ANOS, SEXO MASCULINO, COM HISTÓRIA DE DOENÇA DIVERTICULAR COLÔNICA, E DOR ABDOMINAL DE INÍCIO SUBITO.
Janeiro 2021 (neuro)
undefined
Fevereiro 2021 (tórax)
undefined
Março 2021 (Abdome)
undefined
Agosto 2018 (Tórax)
Feminino, 54 anos, dispneia aos médios esforços e fraqueza em membros.
Dezembro 2017 (Coluna)
Paciente do sexo feminino, 25 anos, com história de trauma em piscina há um mês evoluindo com dor cervical e paresia de membros superiores.
Janeiro 2018 (Neuro)
Sexo feminino, 47 anos. Exame realizado 10 dias após parada cárdio-respiratória.
Fevereiro 2018 (Tórax)
Paciente do sexo masculino, com 87 anos e dispneico.
Março 2018 (Tórax)
O primeiro paciente do sexo masculino, 61 anos, iniciou com tosse produtiva e dispneia aos médios esforços. Tabagista de 10 anos-maço, sem outras particularidades; Ao exame físico apresentava ausculta pulmonar com murmúrio vesicular diminuído e estertores creptantes a direita; Hemograma com leucocitose e desvio a esquerda.
Maio 2018 (abdome)
Paciente do sexo feminino, 19 anos, com dor lombar à esquerda há 4 dias e hematúria.
Junho 2018 (Abdome)
Paciente 89 anos, apresentando vômitos, distensão e dor abdominal há 2 dias.
Abril 2018 (Neuro)
Paciente do sexo feminino, 43 anos, apresentando queixa de cefaleia há quatro dias.
Julho 2018 (Cabeça e Pescoço)
Paciente de 5 meses, masc., com adenomegalia à direita
Setembro 2018 (Cabeça e Pescoço)
Feminino, 48 anos, abaulamento cervical do lado esquerda.
Outubro 2018 (Radiologia Abdominal e Intervencionista)
Paciente do sexo feminino, 55 anos, com dor lombar à esquerda há 5 horas, náusea, vômito e abaulamento em flanco. Ao exame físico apresentava-se descorada e taquicárdica, com giordano positivo.
Novembro 2018 (Neuro)
LVS, sexo masculino, 2 anos e 9 meses. Nasceu com 41 semanas de parto cesárea. Apresentou 2 episódios convulsivos nos últimos dois meses e atraso na fala.
Janeiro 2019 (Abdome)
Paciente do sexo feminino, 31 anos, assintomática, investigação de nódulo hepático visualizado em exame de US.
Abril 2019 (RM Cardíaca)
BKS, masculino, 30 anos, dor precordial com biomarcadores elevados e cateterismo sem alterações coronárias.
Março 2019 (abdome)
CB, masculino, 49 anos com dor abdominal difusa.
Fevereiro 2019 (abdome)
Paciente sexo feminino, 78 anos, dor abdominal de forte intensidade em região de FIE, náusea, vômito e febre há 3 dias, acompanhado de DB+ na FIE.
Dezembro 2018 (Abdome)
Mulher, 22 anos, com queixa de dor abdominal e febre. Antecedentes pessoais: Pós operatório tardio de trauma no joelho há 3 meses e diabetes melitus tipo 1
Novembro 2017 (Neuro)
Paciente do sexo feminino, 54 anos, internada com hipernatremia e em coma há 40 dias (Glasgow 5)
Setembro 2017 (Tórax)
Caso cedido pelo grupo de tórax da residência. - Paciente do sexo feminino, 34 anos. - História de tosse crônica e dispneia.
Outubro 2017 (Abdome)
Paciente do sexo feminino, 5 dias de vida, apresentando vômitos e com suspeita de estenose hipertrófica do piloro.
Agosto 2017 (Abdome)
Feminino, 30 anos. Dor abdominal e febre.
Julho 2017 (Coluna)
Masculino, 14 anos. Fraqueza, distúrbios da marcha e incontinência urinária.
Junho 2017 (Neuro)
Paciente masculino, 64 anos, admitido no Hospital com suspeita de acidente vascular cerebral. Realizada Ressonância Magnética (RM) do encéfalo que identificou infarto mesencefálico à esquerda, sem outros achados no momento do exame. Após 2 anos paciente retorna ao serviço com sintomas parkinsonianos, tremores e alterações distônicas. Realizada nova RM do encéfalo.
Maio 2019 (Tórax)
MNS, sexo feminino, 60 anos com prostração.
Junho 2019 (Abdome)
Paciente com atrofia muscular de ambos os membros inferiores, pulsos femorais não palpável, com histórico de AVC prévio.
Julho 2019 (Abdome)
Paciente do sexo feminino, 51 anos, com história de dor abdominal localizada em quadrante inferior esquerdo há 3 dias,
Agosto 2019 (musculoesquelético)
60 anos, sexo masculino Quadro clínico Nodulação na região calcânea esquerda há 4 anos.
Setembro 2019 (Abdome)
42 anos, sexo masculino
Outubro 2019 (musculoesquelético)
44 anos, sexo masculino. Quadro clínico: Dor em punho esquerdo.
Novembro 2019 (Musculoesquelético)
64 anos, sexo feminino. Quadro clínico: Dor no joelho com suspeita clínica de lesão meniscal.
Dezembro 2019 (cabeça e pescoço)
8 anos, sexo feminino. Quadro clínico: Odinofagia e febre.
Março 2020 (Tórax)
masculino, HAS grau 2. Quadro clínico: cefaleia, tosse, artralgia e mialgia, náuseas e diarreia há 5 dias da admissão evoluindo com piora do quadro, febre 38° e dispneia.
Abril 2020 (neuro)
feminino, 40 anos, apresentando diplopia, incontinência urinária e depressão.
Maio 2020 (Tórax)
undefined
Julho 2020 (neuro)
undefined
Junho 2020 (orelhas)
Feminino, 33 anos, perda auditiva bilateral.
Agosto 2020 (neuro)
Masculino, 16 anos, alteração de GH com gigantismo (H: 2,05 metros W: 150 kg).
Setembro 2020 (neuro)
undefined
Outubro 2020 (coluna)
undefined
Novembro 2020 (abdome)
70 ANOS, SEXO MASCULINO, COM HISTÓRIA DE DOENÇA DIVERTICULAR COLÔNICA, E DOR ABDOMINAL DE INÍCIO SUBITO.
Janeiro 2021 (neuro)
undefined
Fevereiro 2021 (tórax)
undefined
Março 2021 (Abdome)
undefined
A Medig é formada por uma equipe de especialistas e profissionais atuantes e reconhecidos em um importante centro de excelência médica, na cidade de Ribeirão Preto, estado de São Paulo.
(16) 3632-0239
contato@medig.com.br
Av. Costábile Romano, 802
Ribeirânia - Ribeirão Preto, SP
CEP 14096-030
Copyright © 2019 Medig.
Todos os direitos reservados.
Soluções e ensino em diagnóstico por imagem.
Entre em Contato
Faça sua Inscrição